<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476</id><updated>2012-02-16T00:55:21.402-08:00</updated><category term='sabe-se lá que mais'/><category term='músicas'/><category term='novas histórias do deserto'/><category term='filmes'/><category term='algumas leituras'/><title type='text'>Histórias do Deserto</title><subtitle type='html'>"Vi todos os trabalhos que se faziam debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e um esforço por alcançar o vento." (Eclesiastes 1:14 - Salomão, 1000 AC)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3241371867739344944</id><published>2010-07-12T06:29:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T06:30:30.012-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sabe-se lá que mais'/><title type='text'>Último texto…</title><content type='html'>Boa tarde a todos.&lt;br /&gt;Termino este blogue hoje e agora. Por uma questão de ligações e de contas do blogger, principalmente. O projecto de mini-estórias não termina. Deu em livro e ainda está disponível mas continua a desenvolver-se. Com muitas mudanças.&lt;br /&gt;A partir de agora estou no blogue com o meu nome. É impossível alimentar dois blogues, um para poemas e outro para prosas. Não tenho esta divisão dentro de mim. Limito-me a escrever. Como gosto dos conceitos criados antes, chamarei aos meus poemas: tijolos de verde rude (termo poético dedicado ao bairro onde cresci e vivi cerca de 30 anos, os Olivais, em Lisboa, também título do 1º livro e blogue) e às pequenas prosas: histórias do deserto (como constam em cadernos e folhas soltas, já lá vão anos que escrevo designando-as assim). Alguns destes textos, os que gosto mais ou que assumiram significados singulares alheios à minha vontade inicial, vou publicá-los pontualmente no novo blogue. Prepararei uma breve biografia para que saibam quem é este escrevinhador.&lt;br /&gt;Continuo o mesmo, apenas apresento uma forma de exposição mais organizada, penso… assumo a minha pessoa tal e qual penso que seja e não uma espécie de personagem. Crio personagens quando escrevo, mas não vivo dentro de nenhuma delas. Perdoem-me mas detesto avatares, nicknames, etc… se bem que heterónimos são outra história, nem que seja por respeito por Pessoa e pela sua obra. Antiquado? Talvez… mas há valores e princípios que são universais e intemporais.&lt;br /&gt;Agradeço-vos o apoio, leituras e comentários de cortesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo blogue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://carlosteixeiraluis.blogspot.com/"&gt;http://carlosteixeiraluis.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3241371867739344944?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3241371867739344944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/07/ultimo-texto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3241371867739344944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3241371867739344944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/07/ultimo-texto.html' title='Último texto…'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-2730269111264265408</id><published>2010-06-17T06:24:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T06:29:02.002-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/TBoi30AI-tI/AAAAAAAAAq0/27NSBrZujCM/s1600/convite_vss_amadora.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483733838524381906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/TBoi30AI-tI/AAAAAAAAAq0/27NSBrZujCM/s320/convite_vss_amadora.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Proximo sábado, onde vou estar, pelas 15 horas... Aqui... Ai, ai...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-2730269111264265408?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/2730269111264265408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/06/proximo-sabado-onde-vou-estar-pelas-15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2730269111264265408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2730269111264265408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/06/proximo-sabado-onde-vou-estar-pelas-15.html' title=''/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/TBoi30AI-tI/AAAAAAAAAq0/27NSBrZujCM/s72-c/convite_vss_amadora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-2743484962370467756</id><published>2010-06-17T06:23:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T06:24:06.334-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>a quem perguntas quando perguntas?</title><content type='html'>se word é um documento, um livro será um universo? se a net é uma rede que não apanha peixes, só homens de sol, mulheres de avental e crianças alucinadas com açúcar em excesso, alguns aliens, vários mortos-vivos e bastantes mitras; então quem pesca e quem é pescado? se o poema farto de si diz que o amor é um fogo, então o botão de delete é um extintor que extingue um sol do cosmos das metáforas coxas? se eu tenho estas questões e outras, onde está a tecla help da minha existência? se desconfiasse onde morava esse comando essa função F juro que daria enter+enter+enter até conseguir uma resposta que seja para sorrir e carregar na page up para um novo dia… juro que o faria, se o novo dia não trouxesse novas questões, sobre como o poema deve respirar num mundo de bytes eternos…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-2743484962370467756?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/2743484962370467756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/06/quem-perguntas-quando-perguntas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2743484962370467756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2743484962370467756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/06/quem-perguntas-quando-perguntas.html' title='a quem perguntas quando perguntas?'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-5999100030933396247</id><published>2010-06-11T06:26:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T06:29:01.198-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Apresentação de "O Último Beijo" de Manuela Fonseca</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/TBI6BMJ_3vI/AAAAAAAAAqc/AzKNL3JacS4/s1600/apresentaÃ§Ã£o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481507488580755186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/TBI6BMJ_3vI/AAAAAAAAAqc/AzKNL3JacS4/s320/apresenta%C3%A7%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Amanhã, dia 12 de Junho, vou estar aqui a apresentar este romance de Beleza, Vida e Amizade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-5999100030933396247?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/5999100030933396247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/06/apresentacao-de-o-ultimo-beijo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5999100030933396247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5999100030933396247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/06/apresentacao-de-o-ultimo-beijo-de.html' title='Apresentação de &quot;O Último Beijo&quot; de Manuela Fonseca'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/TBI6BMJ_3vI/AAAAAAAAAqc/AzKNL3JacS4/s72-c/apresenta%C3%A7%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-7498387135171245978</id><published>2010-05-11T01:29:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T02:16:01.990-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>A Casa-Comboio – Raquel Ochoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S-kVy2XcxwI/AAAAAAAAAqE/c7FsnaQdK8k/s1600/cas+comb.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469927185749690114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S-kVy2XcxwI/AAAAAAAAAqE/c7FsnaQdK8k/s320/cas+comb.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Então foi assim que Portugal perdeu Goa, Damão e Diu. E também Nagar-Aveli. Este enclave foi cedido à Índia e Goa, Damão e Diu por invasão, chamando assim. Na cidade maior de Nagar-Aveli de nome Silvassa e em terras próximas decorre a saga da família Carcomo, desde finais do século XIX e grande parte do século XX. Amores proibidos, adultérios e outras traições, nascimentos em simultâneo (uma das partes do romance mais dramática e activa), a relação com os nativos das regiões, a relação entre portugueses “indianos” e os seus “irmãos” de Portugal, como Salazar e outros poderes resolveram agir ou não-agir para a resolução deste “Portugal” tão distante, um pedaço de História dramático do moribundo “Império” português. O romance é documentalmente bem cuidado. Tem cores e cheiros que se alongam até ao leitor. A narrativa rápida e equilibrada, tem momentos que o leitor se esquece de tudo ao seu redor agarrado à acção, há páginas que não se dão por elas, lêem-se e desaparecem, como se não existissem, tal o ritmo dos acontecimentos tão magistralmente descritos. A ficção é bem enquadrada nos acontecimentos históricos e extremamente credível, arte da escritora. Para mim, um livro que li com muito prazer. Gostei particularmente de como o livro termina, a personagem descendente desta grande família em viagem pelos locais principais da narrativa, nos dias de hoje. As reflexões sobre o passado e o presente da personagem que se encaixa na própria autora. O que leva o entendimento da história a outro nível, quanto destas histórias ficcionadas têm base na realidade? Na realidade da própria família da autora? No fundo, o que é a ficção que não o elo que falta à realidade. Recomendo este romance. Vale pela descoberta de uma nova escritora com grande talento. Vale pelo romance. Vale pelo pedaço de história que faltava contar e reflectir. Vale por esta Índia tão portuguesa e ao mesmo tempo tão pouco portuguesa. Gostei quando a autora reflecte sobre as qualidades dos portugueses de se misturarem em outros povos, de os enriquecerem e de nunca modificarem o “ecossistema” assim como belas borboletas. Analogia da autora. Seria muito interessante que aquela última viagem se prolongasse por toda a Índia e alguém com os olhos cheios de beleza e razão nos relatasse o que via, ouvia e sentia. Eu leria esse livro. Aprendemos tanto da diferença. Há tanto a descobrir.&lt;br /&gt;Raquel Ochoa publicou outros livros. O Vento dos Outros, a partir de viagens feitas à América do Sul. Também uma biografia de Bana, o cantor cabo-verdiano.&lt;br /&gt;È jornalista, licenciada em Direito e dedica o seu tempo a escrever e viajar. Escreve para os seus dois blogues: &lt;a href="http://www.omundoleseaviajar.blogspot.com/"&gt;www.omundoleseaviajar.blogspot.com&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.raquelochoa.blogspot.com/"&gt;www.raquelochoa.blogspot.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Com o romance: A Casa Comboio torna-se a primeira vencedora do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís. É editado pela Gradiva. Boa leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-7498387135171245978?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/7498387135171245978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/05/casa-comboio-raquel-ochoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7498387135171245978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7498387135171245978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/05/casa-comboio-raquel-ochoa.html' title='A Casa-Comboio – Raquel Ochoa'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S-kVy2XcxwI/AAAAAAAAAqE/c7FsnaQdK8k/s72-c/cas+comb.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-618113682251934436</id><published>2010-05-05T07:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T07:45:13.896-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O banjo de Pete Seeger</title><content type='html'>Acelerando pela auto-estrada rumo ao norte, a ouvir Pete Seeger e pensando porque pagava o aluguer do apartamento se raramente por lá andava, dei por mim a fazer contas ao ritmo de Little Boxes numa versão ao vivo com o público a aplaudir e a rir das intervenções irónicas do cantor.&lt;br /&gt;Este cantor político e eu além de invejar a sua longevidade, não me interessava por politica, mas mesmo assim agradava-me. Seria o dedilhar do seu banjo de braço longo ou da sua voz ou mesmo da sua forma declamatória de cantar. This land is my land parecia-me apropriado a caminho da cidade do Porto, de cabelos ao vento e em velocidade acima da lei.&lt;br /&gt;Assim que entro na rua bem perto da estação de comboios de Campanhã noto carros da polícia e um corpo a entrar numa ambulância. Corro para o corpo cujo coração havia parado de bater e não me deixam abrir o saco preto. Eva sai da casa em choro e abraça-me. O meu coração bate forte como nunca. Por momentos vivi o meu inferno interior de a ver sem vida no saco. O que sucedeu?&lt;br /&gt;Entre soluços contou-me um estranho assalto e um tiro e o assaltante em sangue no mármore da entrada. Onde arranjou a arma? Não lhe perguntei.&lt;br /&gt;Com o tempo, ou horas intermináveis pela noite fora, a policia foi saindo, os judiciários tirando fotos e fazendo perguntas e tirando fotos e novas perguntas. Foram servidos litradas de cafés e pequenos bolinhos. Conclusão óbvia de defesa própria. Trocaram-se cartões e a madrugada trouxe a paz e um senso de que algo mudara talvez para sempre.&lt;br /&gt;- Quero sair daqui. Nunca mais quero cá voltar.&lt;br /&gt;Vamos para sul, sugeri. Mas ela era dali e amava o Porto como ao seu sangue. Como me parecia estranho esta analogia mas foi o que pensei, pouco antes de propor a viagem.&lt;br /&gt;Casa à venda e rumo a sul fomos. Um dos nossos amigos, um advogado tresloucado do Minho ficou com a nobre pastilha de nos vender casa e haveres.&lt;br /&gt;Instalamo-nos junto ao mar perto de Peniche, numa vivenda de pedra numa encosta ventosa e banhada a sol. Amava o mar mas tê-lo por baixo a rugir vinte e quatro horas por dia, durante dias tirou-me o sono mas Eva sobrevivia.&lt;br /&gt;Num dia de tempestade, mirávamos o mar revolto e enxotávamos os dois gatos persas que Eva havia recolhido das ruas e puxei duma revista. Entre as revistas um velho disco de Pete Seeger, na foto sorria para a câmara e segurava o seu banjo. Eva sorriu e disse:&lt;br /&gt;- Não estragues o ambiente.&lt;br /&gt;Não o estraguei apenas fechei os olhos e vi-me numa auto-estrada a chegar ao Porto a trautear: Little boxes on the hillside, little boxes made of ticky-tacky…&lt;br /&gt;E estalou uma trovoada repentina como se fosse pensada por Stephen King, eu dei um salto e Eva quase gritou. Os gatos foram-se esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maio 10&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-618113682251934436?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/618113682251934436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/05/o-banjo-de-pete-seeger.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/618113682251934436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/618113682251934436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/05/o-banjo-de-pete-seeger.html' title='O banjo de Pete Seeger'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-174692454247031853</id><published>2010-05-05T04:38:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T04:39:43.219-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O menino que diziam ser poeta</title><content type='html'>Deram-lhe um prémio por ter apenas dez anos. O menino disse que o livro que lhe ofereceram era de um poeta complicado, que não era para a sua idade, tinha de crescer mais para o entender. No outro dia saiu no jornal que o menino poeta havia dito que queria crescer para entender o maior poeta do país. Na cerimónia de atribuição do prémio, onde esteve jornalistas da televisão, perguntaram onde se inspirava para os seus poemas. Disse o menino, aprendi com a minha avó. Num jornal escreveram que se inspirava nos mais velhos, como a sua avó. Não foi isso que eu disse, aprendi com a avó a fazer quadras e rimas mas como as rimas soavam estúpidas, deixei de fazer rimas. Relataram que após as rimas, o menino poeta improvisava outras formas de poemas. Eu invento e ponho palavras de que gosto ao pé de outras, dizia o menino. Escreveram que o espírito de observação era bastante maduro para a sua idade e que usava a sua fértil imaginação ao serviço do lirismo. O menino disse que o que iria fazer com o valor do prémio, dou à minha mãe e ela fará o que quiser, gostava de ter uma bicicleta. Os jornalistas destacaram a generosidade e desprendimento do poeta aos dez anos. Num semanário famoso, saiu em letras gordas: é possível ser poeta aos dez anos e uma foto do menino com uma caneta na mão a escrever. Aquela caneta não é minha e nem sequer escreve, foi o senhor do jornal que me emprestou e pesava toneladas. Nada disto saiu no jornal apesar das gargalhadas dos presentes. Quando começará o livro seguinte e qual será o assunto, perguntaram. Agora quero brincar, porque começaram as férias grandes e quero visitar o meu avô que está doente. Na reportagem seguinte, num dos diários de maior circulação saiu a noticia que os próximos poemas do mais jovem poeta premiado da nação seriam acerca da sua relação com os mais velhos e o seu mundo de criança que cresceu mais do que é costume crescer.&lt;br /&gt;Dias depois, mais uma notícia acerca do dia a dia do pequeno poeta no interior junto aos seus avós a brincar entre as oliveiras e a deslizar colina abaixo na sua nova bicicleta.&lt;br /&gt;Entretanto estoura um ataque terrorista a duas enormes torres na Babel da América e os jornais apontaram os canhões a outros interesses e preocupações. O tempo passou, o pequeno poeta transformou-se num jovem homem amante ainda de poemas mas nunca mais ganhou nenhum prémio e nem nunca mais foi notícia. Passa o tempo de concerto em concerto e deixou crescer o cabelo. Editou um livro que foi um sucesso entre amigos e conhecidos: O menino que nunca foi poeta. Ignorado pelos jornais e dilacerado por alguma crítica: ingénuo, repetitivo e carregado de ironia datada, foram algumas das palavras que o rapaz pôde ler numa revista e em dois suplementos culturais. Não importava, costumava dizer nos corredores da sua universidade. Agora o que interessava era quem seria aquela egípcia de olhos verdes e corpo felino que acabara de passar. Talvez fizesse um poema acerca dela, mas primeiro teria de a conhecer e de beber da sua beleza. O que veio de facto a suceder, conforme me disse um pardal, não o mesmo de sempre, mas um dos seus descendentes. Espero eu que possam ter muitos filhos poetas de quadras amadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maio 10&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-174692454247031853?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/174692454247031853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/05/o-menino-que-diziam-ser-poeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/174692454247031853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/174692454247031853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/05/o-menino-que-diziam-ser-poeta.html' title='O menino que diziam ser poeta'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3975620190526999666</id><published>2010-04-26T06:47:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T06:50:21.877-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sabe-se lá que mais'/><title type='text'></title><content type='html'>Gostei que Changuito me pusesse em exposição a seguir a Jack Kerouac. Gostei mesmo. &lt;a href="http://poesia-incompleta.blogspot.com/2009/10/nao-facas-misturas_06.html?zx=cc20a636f12012d8"&gt;http://poesia-incompleta.blogspot.com/2009/10/nao-facas-misturas_06.html?zx=cc20a636f12012d8&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3975620190526999666?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3975620190526999666/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/04/gostei-que-changuito-me-pusesse-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3975620190526999666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3975620190526999666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/04/gostei-que-changuito-me-pusesse-em.html' title=''/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4632999832036621905</id><published>2010-04-22T02:00:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T02:03:27.170-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sabe-se lá que mais'/><title type='text'></title><content type='html'>Esta foto do cabeçalho do blogue não é lá grande coisa mas vou procurando. Tenho tanta coisa para descarregar aqui e tão pouco tempo. Vós, leitores ou curiosos, perdoarão. Até já, amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4632999832036621905?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4632999832036621905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/04/esta-foto-do-cabecalho-do-blogue-nao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4632999832036621905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4632999832036621905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/04/esta-foto-do-cabecalho-do-blogue-nao-e.html' title=''/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3202887803825791354</id><published>2010-04-16T06:25:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T06:28:17.794-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Vaidade IV</title><content type='html'>Se permaneceres em mim, no meu interior, habitando-me, modificando as minhas moléculas emocionais, dou-te a minha vida futura, toda ela, nem que ela dure só um segundo, posso te dizer, será o meu melhor segundo, se permaneceres em mim, mesmo em silêncio, será a melhor melodia, o melhor assobiar flautista da cotovia no meu coração, da cotovia de uma leve paixão, que deixou de o ser, metamorfose rara em doce sentimento, que ferve tão leve e intenso, se permaneceres em mim, deixo de ser poeta, dos maus e passo a ser mero homem que caminha a teu lado, e basta-me… serás a minha vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28 Ago. 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3202887803825791354?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3202887803825791354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/04/vaidade-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3202887803825791354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3202887803825791354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/04/vaidade-iv.html' title='Vaidade IV'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8140576133498606505</id><published>2010-04-16T04:53:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T04:54:50.660-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Caleidoscópio de alucinações</title><content type='html'>Dona Clotilde rã das cozinhas criou entre bebedeiras de grogue&lt;br /&gt;E pouco capilé dos céus um nenúfar liquido açucarado de fazer&lt;br /&gt;Encaracolar pelos corporais mais tímidos e sorrateiros, esta&lt;br /&gt;Matrona de noventa quilos e metro e oitenta outrora loira e&lt;br /&gt;Actualmente loura inventou e criou e inventou e criou&lt;br /&gt;Novamente mais uma vez a partir de flores whisky e caramelo&lt;br /&gt;Triturado e absinto revisto na sua constituição de átomos&lt;br /&gt;Provocando uma poção divina mas pouco diabólica não exageremos&lt;br /&gt;Mas uma impossibilidade de se manter em liquido, de facto&lt;br /&gt;A pasta açucarada não se mantinha no copo e Dona Clotilde&lt;br /&gt;Sorriu entre um blues sussurrado de muddy waters ou algum&lt;br /&gt;Outro ensimesmado discípulo e disse de si para si: isto é bom&lt;br /&gt;E não se bebe, isto é bom e não se come, isto chupa-se. Dona&lt;br /&gt;Clotilde portuguesa do Alentejo mas nascida na Albânia onde&lt;br /&gt;Se enterrava o vinho dos nazis sabia que a sua invenção daria&lt;br /&gt;Que falar e lamber e assim se sucedeu um vicio descontrolado&lt;br /&gt;De açúcar e felicidade a substituir qualquer prozac e logo&lt;br /&gt;Uma nuvem de sorriso e muito sexo tântrico se abateu sobre&lt;br /&gt;Uma terra que já foi chamada jardim mas falta-lhe as flores&lt;br /&gt;Humanas de sorridência e cor, com o seu chupa-chupa Dona&lt;br /&gt;Clotilde enriqueceu o suficiente para voltar à Albânia e reavivar&lt;br /&gt;Os hectares de vinhas velhas que a família quis oferecer ao&lt;br /&gt;Poder opositor sob o perigo de extinção dolorosa. O objecto&lt;br /&gt;Colorido ainda se vende e se lambe dando origem a sonhos&lt;br /&gt;De anti-tédio e loucura a um preço aceitável e nunca mais os&lt;br /&gt;Cinzentos de gravata apertada o foram de modo que me vejo&lt;br /&gt;Na responsabilidade de o sugerir a quem falta riso e sofre de&lt;br /&gt;Seriedade crónica tão lusa e incapacitante. Querem provar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mar.10)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8140576133498606505?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8140576133498606505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/04/caleidoscopio-de-alucinacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8140576133498606505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8140576133498606505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/04/caleidoscopio-de-alucinacoes.html' title='Caleidoscópio de alucinações'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-2267679908945437853</id><published>2010-03-30T08:17:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T08:19:01.395-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sabe-se lá que mais'/><title type='text'></title><content type='html'>Escrever é a minha forma de chorar. Mais do que rir. Se me apetece rir, rio. Chorar nem sempre consigo. Escrevo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-2267679908945437853?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/2267679908945437853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/03/escrever-e-minha-forma-de-chorar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2267679908945437853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2267679908945437853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/03/escrever-e-minha-forma-de-chorar.html' title=''/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4460486427905142563</id><published>2010-03-02T06:09:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T06:11:09.142-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Entrevistas – The Paris Review (Tinta-da-China)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S40cWjI2aRI/AAAAAAAAAo4/lCHKimQM8rM/s1600-h/par+review.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444038698275858706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S40cWjI2aRI/AAAAAAAAAo4/lCHKimQM8rM/s320/par+review.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Selecção e tradução de Carlos Vaz Marques, contêm 10 entrevistas com os seguintes autores: E.M.Forster, Graham Greene, William Faulkner, Truman Capote, Ernest Hemingway, Lawrence Durrell, Boris Pasternak, Saul Bellow, Jorge Luis Borges e Jack Kerouac. Esta revista de entrevistas, começou a ser publicada em meados dos anos cinquenta, segundo a pesquisa por um grupo de intelectuais americanos, como o seu primeiro editor George Plimpton. São imensos os autores entrevistados. Nesta escolha, a primeira entrevista é de 1952 a Forster e a última a um alucinado Jack Kerouac, quinze anos depois. Nesta escolha e nestes anos passados a Literatura modificou-se e abrangeu diversas filosofias e estilos. Ler este livro ou acompanhar as entrevistas pela leitura da própria revista, é uma espantosa lição de ventos literários. Mais do saber como o escritor escreve, se usa lápis ou máquina de escrever, se escreve à secretária ou nas mesas dos bares ou cafés, ou como se concentra e se inspira (!), as entrevistas realçam as ideias ou a falta delas como estratégia, a personalidade, os tiques, vícios e circunstâncias que levam ao artista a criar as obras que os deixarão na memória dos seus leitores. Um bom pedaço do século XX passa por aqui.&lt;br /&gt;Comecei por ler num fôlego a última entrevista a Kerouac e fiquei satisfeito com algumas loucas explicações relacionadas com o seu método de escrita, o significado do seu nome, o seu budismo(?), a explicação do termo: Beat e uma série de imaginativas noções da vida e da arte. Todas as outras, a entrevista mais mortiça talvez seja a de Forster, serviram para sentirmos que conversávamos com os autores. Por vezes, esclarecedoras e pão para a nossa curiosidade, noutras as interrogações e mitos criados são alimentados e enriquecidos. A entrevista de Borges, por exemplo, para mim uma das melhores. A última a ser lida e saboreada. A leitura mais demorada. Como seria conhecê-lo e com ele conversar em 3 ou 4 tardes numa imensa biblioteca?&lt;br /&gt;Aconselho e aconselho…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fev. 10 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4460486427905142563?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4460486427905142563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/03/entrevistas-paris-review-tinta-da-china.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4460486427905142563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4460486427905142563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/03/entrevistas-paris-review-tinta-da-china.html' title='Entrevistas – The Paris Review (Tinta-da-China)'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S40cWjI2aRI/AAAAAAAAAo4/lCHKimQM8rM/s72-c/par+review.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3775144854865178331</id><published>2010-02-22T15:34:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T15:37:57.680-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Foram chegando</title><content type='html'>Foram chegando.&lt;br /&gt;Boa tarde, disse o anfitrião, afinal o dono do belo apartamento, arte cácáracá da treta, o casal da europa de leste foram os primeiros, ela, linda, loura e implacável e ele um bebedor de chá, chato como os impostos. Logo se instalaram, como lhes apeteceram. O anfitrião olhou o relógio e notou que ás dezanove e trinta, costuma ser cedo para um café após o jantar, mas sabe-se lá como será lá na terra deles. Um bom anfitrião não reclama. Apenas diz, sentem-se e estejam à vontade. António, assim o fez. Entraram na grande sala. Sentaram-se no grande sofá de pele. Ficaram virados para o grande jardim, com relva e oliveiras. Uma luz suave na noite do jardim. Beberam café. Tinham acabado de jantar, cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram chegando.&lt;br /&gt;António, o anfitrião, mostrou as telas arte isto e aquilo. Cores vivas e cores enterradas. Quadro aqui, quadro acolá. Ela, loura e ele, concordante. O anfitrião, deu graças à fortuna de arte, ganha a preço de negociante de melão. Era assim ás sextas, ficavam por ali, noite adentro, discutindo política, Deus e tricot. António, recebia os amigos, como uma taberna que não fecha e o grupo foi aumentando. Simplesmente apareciam. Simplesmente ficavam viciados naquelas loucas e por vezes sonolentas tertúlias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram chegando.&lt;br /&gt;Casado com uma pintora extremista e abstracta neozelandesa, com dois filhos vitorianos, ela de quatro demolidores e ele de treze confusos como um lamento de Dali. Outro casal de inadaptados ribatejanos, ela gorda e faladora, como uma gralha embriagada e ele de boné expressionista e apagado. Poeta visionário de ideais ecológicos, com a personalidade de um poeta que ninguém quer ler. Ela, dona de casa compulsiva e leitora de literatura arrojada para uma mulher de metro e meio. Um filho rebelde, convencido, afável e estranho. Tragam-no para a próxima, disse a voz do anfitrião. Prometeram não o fazer. Riram e beberam o chá, servido em chávenas arte aqueloutro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram chegando.&lt;br /&gt;Foram servindo bebidas, sem parar. Foram bebendo cafés e chás, digestivos e alucinados licores. Foram falando e falando, quer de Sartre, quer de Torga, ou de Moisés. Foram ouvindo e comentando, de copo na mãe, de como Wagner se enquadrava na tragédia de um país falido. O silencioso falava e o estridente ouvia. Todos participavam, não tendo que dizer. Como sempre, sempre seria. O grande anfitrião, de sorriso ciclópico, silencioso por vezes, andava pela casa como se flutuasse, sempre cortês, bebia com os amigos, via televisão, dissertava, a multidão de conversadores dava-lhe guarida, gostava de cozinhar, tratar do jardim, assim dizia, um jardim de Moçambique, ou do Mali, amante da tranquilidade. A pintora, sua mulher, ria sempre alto, beleza invulgar, cuidava do que era preciso, seu António, sem ela não sabia viver. Tocou a campainha, foram chegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos entraram, beijaram pai e mãe, sorriram, correram, subiram, a pequena mostrou um desenho, gastou dinheiro, pai sorriu, mãe pisca o olho, convidado diz qualquer coisa, convidada sorri, pequena, imparável corre, corre, e salta com se de um coelho tratasse. Campainha, outra vez. Há muito, não te via. Um beijo. Abraço. Vozes soavam baixas e musicais, outros, gritos de megafone, delicadezas frágeis pedem desculpa, estás sempre no meu coração, estás mais magra, os anos não passam por ti, uma sorri, outra beija, qual o teu segredo, bons filhos, mau marido e excelentes amigos, homem boceja, comem alguma coisa, um chá? Improvisem, falem e sejam o que quiserem. Campainha. Chegou. Alto e falador, barba de boliviano de esquerda, chapéu preto, o imponente poeta sorri a todos, admirado pelo anfitrião, respeitado por alguns, detestado por alguns, reconhecido por alguns. Senta-se como um gato e fala sem parar para sorrir. O anfitrião está feliz. Que noite aquela. Uma bênção acrescida, a presença do gigante excêntrico, um pouco do mais comum dos mortais com uma aparente loucura e uma doença leve. Este homem pré-diluviavo, deixava rolar a vida, e fazia descontrair a atmosfera. Senta-se no seu maple habitual e grasna de satisfação. Como felino, vai falando, independente e imprevisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram chegando.&lt;br /&gt;Foram saindo. Foram dormindo, adormecendo nos ombros da noite, foram escoando a enxurrada de ideias falantes e caminhantes. O anfitrião sorria e a todos disse adeus. Sua mulher, pintora meio embriagada, sim, vamos repetir, dentro de uma semana. Minutos depois, um raio de sol, veio secar o espaço com a sua luz de Deus. António, beija a sua musa descalça.&lt;br /&gt;E, foram chegando, ao andar de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 jun. 08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3775144854865178331?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3775144854865178331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/foram-chegando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3775144854865178331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3775144854865178331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/foram-chegando.html' title='Foram chegando'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-5152769329044554606</id><published>2010-02-22T15:20:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T15:22:07.614-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Parte Um</title><content type='html'>Ela põe música quando acorda. Sempre música de improvisação. Ela é gorda, ela é bonita, ela é loura. Ela muda de música rapidamente, quando está descontraída. Ela gosta de Diana Krall e de Clint Eastwood, como jornalista alcoólico. Ela põe a água a correr, sempre antes de entrar na banheira. Bebe sempre café, que acompanha com torradas. Lê sempre uma revista quando come, lentamente. Ela penteia-se e veste-se. Sai de casa. Sai do prédio. Entra num Golf sujo. Ela faz caras feias quando começa a chover. Liga o rádio, ouve notícias, sabe do trânsito e sente enfado. Ela estaciona o carro, compra o jornal e Manda embrulhar uma sandes mista cortada em dois. Ela atravessa a rua e cumprimenta uma colega que chega. Falam do tempo que não chove, do trânsito lento e do Benfica que perdeu. Ela entra no seu gabinete, espalha papéis pela secretária, cumprimenta o chefe, Atende telefones e bebe café. Chama-se Maria, apenas. Ao fim do dia, desgrenhada, sai ás dezoito e trinta. Bebe uma cerveja com uma das colegas. Ela fala sobre maridos, bebés e cosméticos. Enfia-se no Golf azul e acelera pela auto-estrada. Ela bate na traseira dum furgão de mercadorias e faz um lanho na testa. Fica tonta, não sai do carro e não diz nada. O homem do furgão entra em pânico, chama uma ambulância. No hospital, faz exames e sai. Ela retorna a casa pelas cinco da madrugada. Ela tem de descansar segundo o médico. Medica-se e dorme até às 12 horas do dia seguinte. Ela telefona para o emprego e desejam-lhe melhoras. Ela come torradas, chá e leite. O dia consome-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26 mar. 03 / 12 jun. 08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-5152769329044554606?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/5152769329044554606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/parte-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5152769329044554606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5152769329044554606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/parte-um.html' title='Parte Um'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4363429923260074816</id><published>2010-02-22T15:03:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T15:05:51.575-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Albert Cossery (1913-2008) - 3 Livros</title><content type='html'>Li duma assentada três livros relacionados com Albert Cossery, dois da sua autoria e um de entrevistas. Este autor egípcio a viver em Paris, morreu a 22 de Junho deste ano, aos 94 anos. Ficou conhecido como o “Voltaire do Nilo”, por ser profundamente irónico e céptico em relação a tudo o que o rodeia. Ao longo da vida escreveu oito livros, o que gerou o mito de que o escritor escrevia uma linha por semana. Sempre rejeitou o culto ao consumo e a ambição desenfreada. Vivia praticamente sem bens. Defensor da preguiça como filosofia de vida, a preguiça inteligente, para pensar na vida. Li o livro “A casa da morte certa”, de 1944. Sempre passado em Cairo. Um prédio a cair, os seus moradores em completa miséria e as suas diligências para salvarem o tecto de lhes cair em cima. Acutilante e perverso, nas suas descrições de quem quase já não luta perante as adversidades. O outro: “As cores da infâmia”, de 1999. Cairo, relatos da vida dum assaltante, seu mentor e um estranho sábio que, despejado vive no jazigo da família. Um tratado sobre infâmia, de facto. Ironia a rodos. O terceiro livro, “Conversas com Cossery” de 1995, o jornalista Michel Mitrani fala co o escritor de sua vida, ideias, amigos e muito mais. Essencial como iniciação ao escritor. Raramente se encontra uma prosa tão bem escrita, tudo no seu lugar, imediata e inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4363429923260074816?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4363429923260074816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/albert-cossery-1913-2008-3-livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4363429923260074816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4363429923260074816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/albert-cossery-1913-2008-3-livros.html' title='Albert Cossery (1913-2008) - 3 Livros'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-6208602194209684590</id><published>2010-02-18T17:46:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T17:48:41.292-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='músicas'/><title type='text'>The Best of Smooth Jazz - mais ou menos isto...</title><content type='html'>Gravaram-me uns ficheiros de som, com o conceito de que: tu que gostas de Jazz, toma lá disto. The best Of Smooth Jazz, o título (?)… Uma parte para as manhâs e outra parte para as tardes, com um mojito fresquinho ( a idéia). Com coisas tão diversas e dispersas, como mostra a sequência de faixas, senti-me a chafurdar numa feira à procura daquilo que gosto, de joelhos no chão, enquanto o vendedor, de megafone em punho, gritava: olhó cd de jazz, para maluquinhos e companhia… Confesso que com esta escolha (?) caótica, dispersamo-nos e isso acaba por não nos ajudar a desenvolver um gosto e a ter conhecimentos sobre que género de música se trate, seja jazz (o que é isso, na verdade, onde começa, onde acaba, o que é e o que não é, alguém saberá?) ou outra divisão qualquer. Hoje, os conceitos e rótulos estão misturados. Ainda bem. É apenas música, para ouvir ou não. Esta mistura, acaba por ter preciosidades e alguns assassínios de obras de arte, como faixas cortadas, etc. Provavelmente, este post não deveria ter sequer existido, pura perda de tempo. Há gente à fome e a morrer, e eu aqui com isto. Valha-me Deus. Ao menos, que aja música, enquanto o mundo se afunda. March 17, 2008Genre: JazzQuality: MP3 VBR V2 kbps 44khz StereoPlaytime: 146:17 min CD 1: Sunrise01. louis armstrong - hobo you cant ride this train 03:0302. tommy dorsey and his orchestra - loose lid special 02:5003. david fathead newman - weird beard 04:4904. benny goodman and his orchestra - did you mean it 02:2605. oscar brown jr - hazels hips 03:5906. glenn miller and his orchestra - in the mood 03:3507. stanley clarke - the dancer 05:2508. donald byrd - cristo redenter 04:4509. billy cobham - spectrum 04:4810. duke ellington - tuxedo junction 03:3111. ella fitzgerald - things aint what they used to be 03:1212. roy ayers - what the people say 08:0713. keith jarrett - mortgage on my soul 05:3514. elvin jones - forever summer 06:0715. joe sample - spellbound 04:3316. david sanborn - slam 04:13 CD 2: Sunset01. miles davis - mr pastorius 05:4302. carmen mcrae - what are you doing the rest of your life 03:4603. dizzy gillespie - mrs diz 03:2304. john coltrane - my favourite things 02:4505. mose allison - your mind is on vacation 02:3606. art blakeys jazz messengers and thelonious monk - blue monk 07:5207. charles mingus - my jelly roll soul 06:1108. nina simone - i love you porgy 04:1109. ornette coleman - congeniality 06:4710. bill evans - sometime ago 04:3711. sonny rollins - you do something to me 06:5212. lee konitz - all of me 05:1013. billie holiday - strange fruit 03:1414. ben webster - stella by starlight 03:0215. roland kirk - black and crazy blues 06:0716. jaco pastorius - chromatic fantasy 03:03 Boas audições!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-6208602194209684590?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/6208602194209684590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/best-of-smooth-jazz-mais-ou-menos-isto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6208602194209684590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6208602194209684590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/best-of-smooth-jazz-mais-ou-menos-isto.html' title='The Best of Smooth Jazz - mais ou menos isto...'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-7592960248093780002</id><published>2010-02-18T17:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T17:44:53.839-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Charlie Parker, mas porquê?</title><content type='html'>Será velhice? Porquê este prazer em Relaxing With Lee, quem era Lee e o que isso interessa? Porquê este prazer pleno por Koko, por Confirmation, por Salt Peanuts, carregados de sal? Deu-me para aqui… porquê? Porquê agora o gozo da audição de músicas de 1945, 1950, tantos anos já passaram? Sim, mudou os pilares do jazz e da música moderna, blah blah… o que é que isso tem a ver com o prazer em ouvir o sax tenor algo nervoso de Bird e o trompete avariado e destrambelhado de Dizzie Gilespie ali alterando escalas e improvisando como lhe apeteciam, brincando e rindo? Porquê? Aonde está os Police, a banda de Sting e companhia, que ouvi até à exaustão, onde está o Back In Black dos manos Young, sim os AC/DC, que adormecia com uns auscultadores da idade da pedra soldados aos ouvidos, onde está os gritos de No Future dos Sex Pistols, sim aquele albúm de vynil que na contracapa tinha um excremento fotografado em cima dum disco, sim esse disco com a versão de My Way, cantada pelo Sid Vicious, cheio de… vocês sabem… onde está todos os álbuns dos Doors, quase decorados, que ouvia em cassette, que decorei a sequência de canções e os minutos de duração, sem me aperceber, sim o Jim Morrison, li tudo o que apanhei traduzido em português daqui e do Brasil, e mais os livros que me ofereceram em repetido, toma lá és tu que gostas dos Doors, onde estão o Road House Blues e Light My Fire, nas suas milhentas versões, onde estão todos os álbuns dos Led Zeppelin ouvidos até à doença, onde está a banda sonora dos meus sonhos e pesadelos, Pink Floyd, as loucuras de Syd Barrett, já falecido, pudera!, onde está os Yes, e a sua paisagem onírica, faixas longas como eternidades, sim isso levou-me ao Jazz e à música de improvisação, mas a Coltrane e Miles Davis, sons puros e belos, cheios de melodia, mas não o nervosismo de Parker, Parker toca curto, rápido e resumido, por isso pergunto onde está os anos de música entre 50 e principio do séc. XXI, os Beatles, John Lennon, Bob Dylan, Bruce “The Boss” Sprigsteen, Lou Reed, Leonard Cohen, ZZ Top, Guns And Roses, o que me aconteceu no seu concerto no estádio de Alvalade?, os Devo, lembram-se, os Rolling Stones, que quantidade era aquela de latas espalhadas pelo chão no velho estádio, pisadas e vazias, em 91, quando nos surpreenderam com uma energia descomunal numa das suas múltiplas últimas digressões, quando descobri que Jagger era da família dos primatas, tendo em conta como se mexia e acenava com os braços, The Cure no escuro do pré concerto, uma série de esfregonas viradas ao contrário com guitarras, onde estão, onde está os Xutos, excelentes pulos no seu concerto de 20 anos, onde achei que estava velho para aquilo mas estou a gostar, onde está o Chris Isaak, onde está os Ramones, cujo primeiro álbum meu pai me ofereceu com o critério, dê-me aí um disco para o meu rapaz, desses que se ouvem agora, lá veio um disco a preto e branco com uns janados vestidos de jeans rasgados e blusões de cabedal e fechos encostados a uma parede de tijolo, onde está a Kim Wilde, e os Blondie, onde está o outro Rui Veloso, magro de bigode com uma boa banda de rock and roll e blues, onde está o Muddy Waters e o BB King, onde está todas as bandas inimagináveis de rock and roll e punk rock, que já não lembra o nome, sim eu detestava os ABBA e ainda não ouço, lamento, perco-me por Peggy Lee, Nancy Sinatra, é o mesmo, não, todos temos o nosso lado Love Boats, todos temos uma altura em que gostamos de Sinatra, e eu gosto, mais do que nunca, não posso é com o Dean Martin a cantar, nos filmes é diferente, já participou em mais de meia dúzia de filmes intemporais da historia do cinema, sim e o Chico Buarque e a Elis Regina, também, o Caetano Veloso e o mago: João Gilberto, Tom Jobim, mais tarde e é para a vida, junto com muitos outros, portanto a grande questão é: Porquê agora Charlie Parker? Se fosse um old man de 80 anos, que tivesse 20 anos nos anos quarenta, tudo bem, e já não falo na Nina Simone, está bem é universal, e no Louis Amstrong e da Ella Fitzgerald?, intemporal, também, e a Billie Holiday?, um caso à parte, não entra em comparações, por favor, Dexter Gordon, Lester Young, chega-chega, se não vamos falar nos mestres da improvisação com Ornette Coleman ou Eric Dolphi e nunca mais saímos daqui, Chet Baker e a sua leveza mágica, mas continuo na mesma questão: porquê Charlie Parker, será que não me satisfaz as guitarradas de Angus Young, Slash, Ry Cooder, Eric Clapton, David Gilmour, Jeff Beck, Jimmy Page, Billy Gibbons, Mark Knopfler e mais uma dúzia, sei lá que dizer, como arrumar vinte trinta anos num solo de saxofone de dois ou três minutos? Não sei, alguém saberá? Pelo menos, lá divagar por aí, divago…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 Jan. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-7592960248093780002?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/7592960248093780002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/charlie-parker-mas-porque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7592960248093780002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7592960248093780002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/charlie-parker-mas-porque.html' title='Charlie Parker, mas porquê?'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-1018482949000398416</id><published>2010-02-18T17:41:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T17:42:11.175-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O livro do poeta francês</title><content type='html'>No aeroporto de Paris, conheceu-a porque lançou mão ao mesmo livro no mesmo século, no mesmo ano, no mesmo dia, na mesma hora e no mesmo segundo, ele recordou que ela tinha a mão fria. Sorriu-lhe e ela retribuiu com um belo sorriso e um aparelho nos dentes. Desculpas e sorriram mais ainda, falavam a mesma língua. Brincaram, tinham a mesma altura. Tinham. Não o mesmo peso, nem a mesma idade, dois anos de diferença. Não a mesma cor dos olhos, os dela eram verdes e os dele, castanhos. Minutos depois repararam que seguravam o livro, dum poeta francês, riram e resolveram comprá-lo a meias. Toma o meu número. Liga quando acabares de ler. Vou estar em Paris, dois dias. Também eu, disse ela. Trocaram de números. Ela ficaria com o livro nesse mesmo dia e o dia seguinte seria o dele. Que fazes, perguntou ela. Sou informático, congresso perto de paris. Eu, venho sozinha, visitar uma tia doente, Versailles. Adeus, até amanhã. Seguiram. Ele reparou que havia ficado com o pequeno livro. Que lhe poderia fazer? Lê-lo, talvez. Guardá-lo até amanhã e fazê-la devolver no outro dia a seguir e assim eternamente. O seu íntimo sorriu a esta ideia. Saiu do aeroporto e apanhou um autocarro. No dia a seguir, encontraram-se em Versailles, o congresso era só ao fim da tarde, disse ele. A minha tia está bem, contou-lhe e ela disse: vai. Foram para o grande palácio e comeram batatas fritas às escondidas pelos corredores infindáveis do antigo rei, passearam nos jardins até ao cansaço e ele disse-lhe que lhe queria pagar o almoço. Ela disse, amanhã. O livro, toma-o, não o li. Vou-me embora amanhã, à noite. Congresso de manhã, lá estarei em Paris, disse ela, na entrada do museu dos personagens de cera, cedo na manhã. Ele apanhou o metro. Sabia-lhe bem as palavras do poeta agora. Ela almoçou com a tia e ouviu histórias incríveis do passado. À noite leu o livro, espreitando pela janela o luar. Encontraram-se e correram a ver todas as personagens no museu da cera, ele tirou uma foto ao lado do grupo musical mais importante do planeta e ela ao pé duma velha estadista. Correram ao museu Pompidou e ele procurou o artista dos carros amachucados, não encontrou e atravessando uma das pontes do Sena, foram comer e ela ligou à tia a despedir-se. Conversaram perto do Louvre sobre sonhos, ruas e automóveis, e decidiram não o visitar. No Arco do Triunfo, ele disse-lhe, bem no alto, todas as ruas lhe levaram a ela, o verdadeiro sol. Poesia barata, lamentou e ela sorriu. Na Notre Dame, correram e subiram até onde as pernas permitiram e o dinheiro terminou. E a Torre, que se lixe a Torre. Ele fugiu para o metro e ela ficou num dos jardins a ler um poema que ele lhe escrevera no livro do poeta francês. No aeroporto, despediram-se e entraram no mesmo avião, para a mesma cidade e ficaram sentados ao pé um do outro. Previas isto, perguntou-lhe ela, sempre sorrindo, de faces coradas. Nem em sonhos. Na viagem, ela adormeceu no seu ombro e ele acabou a leitura do livro. Na cidade onde nasceram, rasgaram o livro ao meio e ele ficou com a parte final, onde ela havia escrito também um poema. Lê só quando tiveres longe. Nessa noite, ele ao ler o poema, que falava dum luar e uma certa rua, soube o nome dela, assinado no fim do poema. Ela entrou em casa e os seus dois gatos disfarçaram que não estavam muito interessados nela, mas nessa noite dormiram acompanhados, duma bonita mulher de trinta anos, agarrada ao seu telemóvel com um número digitado e o dedo ao lado da tecla verde. Ela adormeceu com o estore da janela aberto, e a lua desenhada no céu. Àquelas horas, também já era noite em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 Jan. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-1018482949000398416?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/1018482949000398416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/o-livro-do-poeta-frances.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1018482949000398416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1018482949000398416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/o-livro-do-poeta-frances.html' title='O livro do poeta francês'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4123967907217583759</id><published>2010-02-18T17:38:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T17:39:02.492-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Metropolitano</title><content type='html'>Onde deixei o bilhete, juro que estava aqui no bolso do casaco junto às chaves e a uma das luvas, se não está aqui, na algibeira esquerda também não, um lenço de papel e a outra luva, deixei cair no chão, se calhar quando seguia na estação Alameda e subi as escadas quase a correr, nos bolsos de dentro, dentro do livro, ah no livro, porra, cá está, o homem fuzila-me com os olhos, acho que sou espectáculo para os outros, não têm mais nada para fazer, voyers de rostos macilentos, vá, continuem a ler o vosso jornal grátis e deixem-me em paz, olhem antes para esta moçoila que se preparou para isso mesmo, para que olhem para si, por falar nisso, é linda, uma miúda ainda e vestida para vencer, seja lá o que for, aquele mira toda a gente, de que lhe serve o livraço de seiscentas páginas, se ainda não passaste da página vinte e passas a vida a olhar toda a gente com olhos de peixe… Juro que é na linha amarela, porque é que me disseram que não, estúpidos, putos, detesto estes putos da minha escola, que cool é aquilo, as calças a descair, abaixo do rabo quase, sempre com piadinhas parvas, comem-me com os olhos, sempre a seduzir com o humor de deficientes, é aqui, sempre por aqui, porque é que me disseram que tinha de mudar de linha, estúpidos, o telemóvel treme, o meu pai outra vez, Santo Deus… Detesto Virgínia Woolf, o que me deu para a ler, o fluxo da consciência…, se uma pessoa percebe-se o fio da história, agora o pensamento de seis personagens sem mais nenhuma narrativa, nem sequer diálogos, boa literatura para gente armada em boa, que a leiam eles, não vejo muita gente com um livro dela na mão, suicidou-se, pudera, amanhã trago o Crichton, o livro do pânico não sei aonde, é grande, mas lê-se bem, chiça… se fosse pisar a mãezinha dele… Os seus bilhetes, se faz favor, já ninguém diz isso, um gesto com o pescoço e um obrigado, quase dava para empregar um mudo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 Jan. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4123967907217583759?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4123967907217583759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/metropolitano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4123967907217583759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4123967907217583759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/metropolitano.html' title='Metropolitano'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-527272444355769083</id><published>2010-02-18T17:33:00.001-08:00</published><updated>2010-02-18T17:35:07.162-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Desgraça – J.M.Coetzee</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S33qhCimU8I/AAAAAAAAAow/H7zaYJZ0_jA/s1600-h/disgrace.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439761778271998914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S33qhCimU8I/AAAAAAAAAow/H7zaYJZ0_jA/s320/disgrace.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A minha estréia na leitura deste autor sul-africano, galardoado com o Nobel em 2003, deu-se com o livro: Desgraça, escrito em 1999. Um livro que me custou 1 euro, mais a compra de uma revista de actualidades. Sempre gostei de paperbacks e clássicos, e de ler onde calha. Um paperback pode cair no chão, ser pisado por uma multidão no metropolitano, apenas sacudimos o pó e continuamos a ler. É para isso que servem. E são baratos. Também gosto deste último aspecto. Não percebo porque os livros custam tão caro. Para não estarem acessíveis aos pobres, que são a maioria das pessoas? Não vão eles lê-los, não é? Este livro deu-me a conhecer um pouco de uma certa realidade na África do Sul, contando a história de um professor universitário que se envolve com uma aluna, depois é expulso e impedido de leccionar. Mal visto na comunidade universitária, vai viver com a sua filha para o campo e é vítima de uma situação violenta junto com a sua filha, descrita com maestria pelo autor. A desgraça não se afasta de si e do seu comportamento algo petulante. Um livro que li num fôlego, achei-o brilhante na descrição vívida de situações anormais e emocionais das personagens, num mundo que não se aceita e não se entende. Coetzee fala-nos de um apartheid psicológico e invisível, e bem real, na mente de quem vive e sobrevive em Africa do Sul. Romance negro na esperança quase morta de melhorias naquelas sociedades complexas e em combustão. Falta-me ler mais deste autor. O que farei, sem dúvida. Fiquei rendido á sua arte. (Imagem da edição inglesa em paperback)&lt;br /&gt;07 Jan. 08&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-527272444355769083?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/527272444355769083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/desgraca-jmcoetzee.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/527272444355769083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/527272444355769083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/desgraca-jmcoetzee.html' title='Desgraça – J.M.Coetzee'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S33qhCimU8I/AAAAAAAAAow/H7zaYJZ0_jA/s72-c/disgrace.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8431722853808840722</id><published>2010-02-18T17:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T17:30:48.899-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Nudez</title><content type='html'>1. Belas são as pedras que pisas… Paris, anos 20, atravesso a ponte e aceno a quem conheço. Cansei-me até Montparnasse, meu bom bairro decrépito. Atravesso a rua. Marie sorri do outro lado. Abraço Jean Pierre, meses que não o via. Não, não posso beber um copito, estou atrasado, meu bom amigo. Subo as escadas do número 39, até ao último andar. Tiro o casaco e atiro-o para cima duma das cadeiras. Na sala maior, com a enorme janela para a rua, abro as cortinas. Juliette esperava-me com um livro na mão. Encostada num dos sofás restaurados, sorriu-me. Beijei-a. As minhas desculpas, atrasei-me na estação a dar conversa a todos e mais alguns. A todas e mais algumas, ironizou com a sua voz frágil e cortante. Apenas sorri e comecei a preparar os pincéis. Escolhi alguns, limpei-os com terebintina, procurei a minha paleta, a mais velha de todas, já limpa e fui despejando a tinta dos tubos. Aproximei-me duma das telas do cavalete virado para a porta, já com alguns esboços. Não iria fazer mais. Cobri alguns deles com tinta enquanto Juliette se despia, de forma rápida e eficaz. Tudo era rápido nesta rapariga, sem ser nervoso. Admirava-a por isso. Ágil e flutuante. Longa, magra e de pele leitosa. Pintora de grandes telas abstractas e gostava de escrever os poemas mais estranhos que me foram dados a ler. Qual Rimbaud ou Verlaine, envergonhados por esta musa dos céus e nevoeiros das colinas suaves de Paris. Juliette estendeu-se no sofá longo perto da janela, onde o sol naquela hora era perfeito. Mais meia hora e tudo poderia mudar. Por favor, inclina um pouco mais a cabeça para mim, estás confortável? Confortável como uma pedra, disse-me. Como uma pedra seca e fria na noite perdida, pisada vezes sem fim pelos pés dos poetas ébrios de amor fingido… deixei-a divagar, era sempre assim. Liguei a grafonola e Schubert encheu o ar, lentas e sofridas canções. O corpo de Juliette, branco, de linhas suaves, o pincel foi desenhando uma linha fina desde o pescoço, aquele osso do peito, os seios, as costelas, barriga, interrompendo-se para outra linha das coxas, pernas e os pés perfeitos tão difíceis de conceber na tela. O braço descaindo ligeiramente, o outro braço nas costas do sofá, como alguém que descansa, não perdendo um ligeiro ar lascivo e misterioso. Juliette, de vez em quando, encostava o pescoço ao sofá para descansar e recitava com mais intensidade poemas, excertos, deambulações da sua autoria, Baudelaire misturado com Milton e sabe-se lá o que mais. Vinho para me escorrer no ventre, dum Èden verde entre rios que borbulham vontades… ia dizendo e quase cantando. Bem, era sempre intenso mas agradável. O sol esse, nem vinte minutos durou… podes vestir-te. Vamos almoçar, tens fome? O que achas, pseudo Gauguin? Abracei-a. Casar-me-ia com ela, se ela o quisesse. Mas ninfas destas são livres como cegonhas. Ficamos um pouco no sofá, enquanto o disco ronronava. 2. Corres como o vento e não te alcanço… Londres, anos 60, apenas mais um dia de chuva e pouco sol. Lembras-te o que corri para apanhar o autocarro demoníaco que só abrandou naquela curva que conhecemos. Encostas-te a cabeça ao meu ombro e peguei-te na mão. Fria, reclamei e disseste algo que reclamei novamente. Hoje vamos a um clube de Jazz ouvir um novo saxofonista que está a mudar os alicerces do som, convidaste-me. Mas eu queria ritmo e blues, poesia e cerveja, agitação e corpos. Decidiríamos mais tarde, mostrei-te o livro que estava a reler, sempre o mesmo, Walden de Thoreau. Porque não vais viver para os bosques e alimentas-te de sementes e cogumelos. E tu, meu verdadeiro alimento, não era capaz de viver sem ti. Conversa, conversa, alienado duma figa. Beijei-a. No rés do chão da sua casa, fez-me chá e aqueci as mãos no lume da fogueira. Espreitei os discos e livros. Escolhi um e pus a tocar. Maravilhosa mistura de fusão entre classicismo e delírios da era londrina e húmida daqueles tempos. Conversamos e saímos pouco tempo depois. Vivíamos numa barcaça que eu havia comprado por poucas libras, passávamos lá o tempo, entre livros e o dedilhar do meu bandolim. Só voltávamos à sua casa vitoriana, à sua bela lareira nos dias e noites mais gélidos. Naquela tarde, não muito quente, os nossos corpos uniram-se e foi como se uma nova estação se instalasse, com sol a brilhar e as flores a sorrir, imagem mental de Jane. Quando vamos ter uma vida normal, emprego, horários e um gato? Nunca, ou então muito tarde. O dinheiro estava a acabar, mas isso era um projecto para amanhã. Por enquanto, encostei cabeça ao seu ventre nu e escutei o silêncio. O futuro estava nas outras margens do Tamisa, seja lá o que isso for. 3. Até onde puderes… A vista daqui é imensa e divina. Mas não passo dum pardal que saltita de beirada em beirada. De janela em janela. De telhado em telhado. Espreito vidas. Cairei um dia. 4. Olá, mundo que brilha, esta é a minha vida… Lisboa, anos 80, atravesso a avenida e ainda apanho o táxi verde e negro, que havia deixado um cliente. Saldanha, por favor, muito trânsito? O Benfica? Sporting, bom jogo. Esta avenida do Brasil, sempre a mesma coisa, fujo por aqui e vou dar ao Campo grande na mesma. Quanto é, fica assim. Atravesso a rua e entro na pastelaria. Senhor António tira-me um café e embrulha-me um pão de deus com fiambre. Sabe, passei pela Laura Alves, ali ao pé do Monumental, muito velhinha. Ás vezes vem aqui beber um cházinho. No escritório, faço umas cobranças e escrevo umas cartas. Ao almoço, vou ao Toni dos Bifes, na Praia da Vitória, raios digam-me se não é o Herberto Hélder e o Luiz Pacheco ali ao canto a conversarem e a beberem uma cerveja? Á tarde telefono a Capri, que me diz para não demorar muito. Anseio estar com ela. A tarde em trabalho foi monótona. Alegra-me pensar no corpo nu de Capri. Sonho quase acordado. Às cinco, hora dos telex para Espanha e perto das sete apanho o autocarro verde no largo do Saldanha para casa. Desço em Alvalade e compro uns bolos. Apanho outro autocarro e regresso. O jantar já cheira. Abraço-a. Mudo de roupa e ponho um disco a tocar. Hesito entre George Harrison e Miles Davis. Ponho Mozart, baixinho que Capri não gosta muito. Ponho a mesa e saboreio o bacalhau. Conversamos acerca da estupidez dos concursos televisivos e da coerência dos filmes escolhidos para a hora do jantar. Lavo a louça. Vamos beber café ao restaurante habitual passando pelo parque arbóreo onde se ouve sempre os pardais a chilrearem. Voltamos a casa com as pernas a doerem. Descanso no sofá e acabo o meu Tolstoi. Deito-me, Capri deixou o livro que relia e beijou-me. Estou com saudades da minha terra, da minhas colinas verdes e do ar frio das serras italianas, vamos lá este ano? Estava prometido, digo. Beijo-a. Dispo-a lentamente e deixamos o quarto ser invadido pelas sombras e luzes da rua, que nos chegam pelos estores da janela. Amo-a como sempre prometi amar alguém e nossos corpos complementam-se, unos. Ainda é cedo, não temos sono, ficamos abraçados à espera que o tempo nos dê alguma indicação e objectivo a cumprir. Acho que adormeço primeiro, Capri segue-me e encontramo-nos nos telhados da subconsciência prontos a partir. Descemos as escadas que nos levam aos becos escuros e mal iluminados da cidade velha que resiste ao tempo e molda os rostos com rugas de saudade e cansaço. Entramos num clube fumarento, uma banda toca um tema standard Be Bop, que Capri reconhece e diz-me ao ouvido qual é, digo que não, que é outro e juntamo-nos a um grupo conhecido, bebo uma cerveja e falo das praias mediterrâneas que conheço e recomendo. Logo estamos na literatura e a noite vence-nos. Saímos. Andamos pelas ruas, fazendo trocadilhos e atravessando as imensas pontes da cidade entre névoas que se dissipam e se adensam. Canais após canais, conversa após conversa, uns desaparecem e outros vão dormir. Fico com Capri mais um pouco a ver o sol nascer entre os barcos curvilíneos atracados. Um sol imenso invade o quarto e acordo num Sábado acalorado. Capri fazia o pequeno almoço, abracei-a e sentamo-nos a comer. Contei-lhe o meu sonho. Ouviu-me do principio até ao fim. Contou-me o seu. Um conto só. Um sonho de um só corpo, o seu. Sentiu-se nascer, romper da terra entre sangue e vísceras, com grito e dor. Cresceu e correu. Subiu a grande montanha e mergulhou no mar frio e nadou e nadou. Numa praia, numa ilha, numa costa saiu do mar já mulher, bela de pele bronze, queimada pelo calor de sentimentos que torturam e fazem girar o eixo que gravita planetas. Mulher em corpo, mulher intensa, descansou nas areias quentes, seu corpo tomou-se de montes e vales, seus seios nações e seu regaço multidões. Nasceram filhos e filhos vieram a conceber, cidades e universos até ao fim dos mesmos. Um apocalipse de criação duma mulher, do seu corpo e vontade. O belo corpo de uma mulher, o extremo ideal de beleza, fome de poetas e tertúlia de deuses, desses humanos que se transcendem. Sim, mulher eu ouço-te, conta-me mais. O teu corpo a minha alma, sabes que sim. Depois penso que acordei e estavas tu ali, agarrado a uma almofada, sabes o que fizeste quando acordaste, sorristes como sempre fazes. O melhor do sonho foi isso mesmo, acordar e o teu sorriso. Mulher amada, isso não é um sonho, isso é poesia. Mas foi o que sonhei. Amo-te, posso? Para sempre. Ou talvez não. Enquanto quiseres. Danças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08 Jan. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8431722853808840722?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8431722853808840722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/nudez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8431722853808840722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8431722853808840722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/nudez.html' title='Nudez'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-5796545037080923678</id><published>2010-02-17T06:14:00.001-08:00</published><updated>2010-02-17T06:15:50.245-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Pedro Paixão – O Mundo é Tudo o Que Acontece</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S3v52UpME9I/AAAAAAAAAoo/6VuvqMcwD0Q/s1600-h/p+pai.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439215686629725138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S3v52UpME9I/AAAAAAAAAoo/6VuvqMcwD0Q/s320/p+pai.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Livro de 2008. Editado pela Quetzal. Pequenos textos. Histórias, crónicas sobre gente, mulheres belas, depressões, solidão, sobre a beleza, conforme mostra excerto na contracapa, e muito mais. Alguns parecem ser autobiogáficos, outros não. Mas também como o saber? O título é baseado numa tradução de uma das primeiras frases do Tratado Lógico-Filosófico de Wittgenstein, publicado inicialmente em 1921. Aliás único livro publicado em vida deste pensador. Alguma da sua filosofia aparece pensada nalgumas das histórias de Pedro Paixão. Comecei a lê-lo desde que escrevia para o Independente. Já passei a dezena de livros lidos. Ás vezes cansa-me com o seu universo. Outras vezes acho um escritor genial. Aprecio a sua limpidez de frases curtas. Um certo vazio de existência e as dissertações acerca disso mesmo. Um grande escritor destes tempos amorfos em que vivemos. Aconselho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-5796545037080923678?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/5796545037080923678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/pedro-paixao-o-mundo-e-tudo-o-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5796545037080923678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5796545037080923678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/pedro-paixao-o-mundo-e-tudo-o-que.html' title='Pedro Paixão – O Mundo é Tudo o Que Acontece'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S3v52UpME9I/AAAAAAAAAoo/6VuvqMcwD0Q/s72-c/p+pai.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-6906872273536928149</id><published>2010-02-17T06:09:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T06:11:01.476-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>- o vulgar também se escreve? -</title><content type='html'>- assim não – atravessas-me com o teu peito, e eu que farei de ti? – olha, eu a ti, amo-te – sabes que eu também, com todas as forças – não acredito – o meu corpo provará – o teu corpo está gasto, velho, rugoso – o teu perdeu a firmeza, tens carne a abanar – tu ressonas – tu falas a dormir – que digo? – não se percebe – então não incomoda ninguém, porque te lembraste agora disso? – não sei, ás vezes penso que estás acordado – como agora? – agora estás acordado – como sabes? – a conversa morreu, foi? – penso que sim, vamos dormir? – sim, abraça-me – anda cá – fujo mas não é hoje – a luz? – deixa estar assim – a janela? – deixa, gosto de ver a lua – daqui não se vê – não interessa, o escuro completo incomoda-me – eu sou ao contrário – por isso encaixamos – às vezes – dorme e cala-te – sonharei contigo a atravessar o nevoeiro numa barcaça que se afunda – o quê? – esquece – boa noite – sim… boa… noite… - não tenho sono e tu? - … - dormes… ruidosamente… ouço-te -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 Jan. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-6906872273536928149?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/6906872273536928149/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/o-vulgar-tambem-se-escreve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6906872273536928149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6906872273536928149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/o-vulgar-tambem-se-escreve.html' title='- o vulgar também se escreve? -'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-1544045629933830770</id><published>2010-02-07T16:05:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T16:06:26.550-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>A água que enche as sarjetas</title><content type='html'>Levantei a gola da gabardina e encostei-a mais ao pescoço. A água escorria pela cara abaixo. Passei a mão pelo cabelo molhado e sacudi-a. Acho que me fez sorrir lembrar-me da expressão: encharcado até aos ossos. Estava ensopado, talvez não até aos ossos, mas muito perto disso. Há muito que não me sentia tão bem. O que faz uma noite de chuva. Meu Deus, como chovia. Porque tinha de ser assim, com chuva e caos. Talvez faltasse uns bons trovões. Atravessei a grande rotunda, ignorando as passadeiras e os sinais verdes para peões. Alguns carros apitaram, mas que se lixem, uma coisa que aprendemos, quando se vive em Lisboa é atravessar uma estrada movimentada, como queremos, entre os automóveis, naquele tempo preciso entre o atropelamento possível e a destreza louca. Fez-me lembrar outros tempos em que se saltava dum eléctrico em andamento, uma perna de fora, o salto e uma ligeira corrida para não nos estatelarmos no chão. Vi fazerem isso anos a fio, nos antigos autocarros com porta aberta atrás, nos comboios quase a pararem na velha estação do Rossio, com o destemor de quem faz isso a vida inteira, e sobrevive. Seriam saudades desse tempo? Saudosismos que criticamos a vida inteira, basta um período de loucos na vida e lá estamos nós a recordar coisas banais. Incrível, a quantidade de coisas que com a idade passam a deixar de parecer pieguices, afinal são sentimentos vulgares. Assumem-se como pensamentos que fazem parte de nós. Olho para o monumental centro comercial no prédio iluminado com uma curva que acompanha a rotunda. Notam-se as pessoas que circulam dentro do edifício, nos andares de comércio. Para cima, as luzes apagadas, apenas com alguns olhos de luz e um ou outro movimento humano. Do outro lado da avenida, umas árvores e as paragens de autocarros, novo prédio com vida lá dentro, recordo, bons cinemas, boa cervejaria. O meu coração andaria por ali, durante muito tempo. A chuva acalmava-me a tensão da despedida. Sabia-me bem caminhar à chuva. A chuva fria amortecia os maus pensamentos. Caminhava rápido, o que me impedia de gelar como um bloco de granito, só e duro. Que faço aqui? Os braços de mulher puseram-me longe de mim mesmo. Andarei até que a madrugada me pare. Talvez me dissolva na chuva que cai.&lt;br /&gt;13 Ago. 08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-1544045629933830770?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/1544045629933830770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/agua-que-enche-as-sarjetas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1544045629933830770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1544045629933830770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/agua-que-enche-as-sarjetas.html' title='A água que enche as sarjetas'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-437407610600261067</id><published>2010-02-07T16:01:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T16:02:47.347-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>As Nuvens Carregadas de Nuvens Carregadas</title><content type='html'>Acordei com as baratas. Tomei um duche de água castanha, depois foi aclarando. A banheira está ferrugenta, mas limpa. Fiz a barba mas o espelho está baço. Ela acordou e levou o seu corpo branco ao meu duche. Disse-me que a água corria pouco e que estava fria. Beijei-a, que podia eu fazer. Sentada na sanita, contou-me o sonho com um árabe e um descapotável. E eu? Não apareces. Faço-lhe uns ovos, que tiro do frigorífico que não fecha bem. A torneira do lava-louças não veda bem. Mais baratas por aqui. O Tom-Waits, o meu gato terrível, encarregar-se-á delas, se tiver apetite. Sento-me e como, o café está feito e queimo-me na cafeteira centenária. Abro a janela da cozinha, que range e estala a madeira. Um ar frio instala-se como um hóspede maldito. Torro o pão, tiro o bolor com a faca de serrilha, barro com manteiga mole. A parede tem várias cores, vêm-se os tijolos. Levo o café para a sala com janelas para o pequeno jardim nas traseiras do prédio que um dia irá abaixo. Neste último andar só moramos nós, a nossa vizinha a Dona Zé, morreu há ano e meio, nos seus belos noventa e sete, todos os seus pertences, velhos como ela estão espalhados por aí. Deixou-nos tudo, inclusive o apartamento, a nós e ás baratas. Compramos o prédio ao dono por quinhentos euros e nunca mais o vimos. Para Bela era o paraíso, usava a grande sala para pintar as suas enormes telas, para mim trabalho contínuo. Mandei abaixo o tecto, ficou a ver-se o telhado, que em apenas seis meses arranjei, nunca mais choveu dentro de casa. Ficou a ver-se as tábuas partidas do soalho arrancado, ficou assim, Bela gostava. Os nossos amigos têm medo de nos visitar. Tom-Waits apareceu a lamber os bigodes. Ligo a pequena televisão, em cima de umas caixas de livros, ando ás voltas com a antena, vê-se mal, desligo-a. Observo uma das últimas telas, enquanto beberico o café, numa das chávenas herdadas da saudosa Dona Zé, que fazia uns biscoitos de canela, sempre duros mas saborosos. A tela representava um mar verde de tinta, algumas pernas braços, bóias, ramos de árvore, estranho e gostei. Vai ganhando força, a minha artista. Apareceu vestida de uma t-shirt verde e uns calções que conheci de algum lado. Disse-me que tinha de resolver o problema das baratas, já eram uma praga. Vou substituir todos os canos, disse. O pior era o senhor Pó, do primeiro, velho de oitenta, não deixa ninguém entrar em sua casa e a família angolana de vinte membros do rés-do-chão e quintal, sem água era uma calamidade. Tinha de ver o que iria fazer. Hoje iria descansar, um sábado sabático, um Sabat genuíno. Bela escolhia nos discos de vinil algo para dar ambiente a qualquer coisa na sua mente. Descobriu qualquer coisa de Bill Frisell… Electric jazz outra vez, não. Abracei-a e assustou-se. Caímos para cima do sofá de pele com lepra, escorregamos nas folhas de jornal. Confessei que faria amor ali e agora. O seu argumento não foi convincente. Bátegas de chuva abateram-se contra os vidros sujos das enormes vidraças. Pelo menos pareceu-me. Ou era Tom-Waits a arranhar qualquer coisa?&lt;br /&gt;08 Ago. 08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-437407610600261067?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/437407610600261067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/as-nuvens-carregadas-de-nuvens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/437407610600261067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/437407610600261067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/as-nuvens-carregadas-de-nuvens.html' title='As Nuvens Carregadas de Nuvens Carregadas'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8481963991905431494</id><published>2010-02-07T15:54:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T15:59:43.527-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O Bairro dos Olivais - Partes 3 &amp; 4</title><content type='html'>Zé Fé estacionou o Golf branco descapotável de 1986, defronte do café do Sr.António. Tó Semente já o esperava numa das quatro mesas de esplanada, com uma cerveja à sua frente e lia um jornal. Levantou a cabeça que Zé Fé fez barulho com a cadeira de ferro pintada de vermelho. - Fui rápido? - Não, estou aqui a secar há meia hora. - Não é um pouco cedo para já estares a beber uma cerveja? - Sabes que dia é hoje? Sábado. Sabes o que vamos fazer a seguir? Uma mudança. Sabes que horas são? Oito e meia. Se é cedo? È, claro. Nem sei porque pedi. Acho que foi o subconsciente a falar. Queres beber o resto? - Não. Estou em jejum. Vou comer um bolo e beber um café. Se não tiver calor, ainda nos safamos. È verdade, quantas vezes já se mudou Zico, desde que o conhecemos? - Sei lá, umas três… Temos apanhado as mudanças todas. Também é só assim que os amigos se vêem. O pessoal casa, deixa de ter amigos. - E quando aparecem os filhos… - Aí é complicado, passam pela fase estúpida de não dormir e só falarem dos bebés e de imitarem sons xixi, nene, óó, pipipi, cocó, waca waca… e o diabo a quatro. Zé deu uma gargalhada. - Foi o que aconteceu contigo? - Já passou, curei-me. Surge Felipe, magro com o seu ar macilento de sempre. Zé pediu um café e um bolo de arroz. - Um copo de água também. Que é que compraste? – mexe nos jornais. - O Público. Já sei o que queres. – deu-lhe o suplemento de viagens. Leram um pouco em silêncio enquanto Zé Fé comia o bolo. - Já comeste? - Em casa. Vamos? Deixaram dinheiro em cima da mesa e Tó fez sinal a António que servia um cliente dentro do estabelecimento. - Até logo. Boa mudança. Este Zico não aprende. – disse António, de avental e orgulhosa barriga saliente. Sorria debaixo do farto bigode. Acenaram. Entraram no automóvel e atravessaram um largo, com carros estacionados. Levantou-se uma brisa. Alguns pássaros esvoaçaram. Duas velhotas conversavam num dos passeios com sacos de compras. Zé estaciona perto de um prédio branco de grandes varandas. Alguns miúdos jogavam futebol de lata no meio da estrada. Perto da entrada do prédio uma camioneta de caixa aberta, com um fulano de ar sinistro encostado. - Fred, já cá estás. Madrugaste. - Estão atrasados. Há pouco bati e ainda estavam a dormir. – Fred cumprimenta-os com um forte aperto de mão. – Não quero cá ficar o dia todo. - Não te preocupes. Vou já lançar a confusão. – Disse Zé e sobe para o prédio. Tó encosta-se ao lado de Fred. - É verdade que o João Moutinho vai sair do Sporting. Ainda bem. - Eh pá, não me fales disso. Um dos miúdos chutou a lata para perto dos pés de Fred, este fez-lhe um ar fulminante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se no passeio. Tinham posto o grande frigorífico a postos para entrar na camioneta. Mas onde estava Fred? Jeremias tinha vindo ajudar e com Tó, descarregou a cómoda ao lado do electrodoméstico e sentou-se também no passeio. - O Fred? - Deve estar a chegar. – Disse Tó abrindo uma das gavetas da cómoda. - Não mexas nisso, parece mal. - Estava só com curiosidade em saber se estavam cheias. E estão. Queixem-se se isto abrir e se espalhar na rua toda. Apareceu Zico, gordo, enorme, de rabo cavalo, sempre a sorrir. - O Fred ainda não veio? Riram-se todos. Tinham estado a brincar com o facto de Fred ser um pouco lento a mexer-se e ele não havia gostado muito. - Mais um pouco e almoçamos, na casa nova. O meu irmão foi comprar frango e cervejolas. - Bela casinha, como é que arranjas dinheiro para isto tudo. - Um brasileiro safa-se sempre. Basta cantar e dão-nos dinheiro. – E riu-se. Sentou-se no passeio. Tó imitou-o. - Isto não está fácil. Ainda devo umas boas massas. Mas aqui é que não ia ficar. Desde que assaltaram Júlia, que eu prometi a mim mesmo sair. Ao menos na rua da casa nova há silêncio. - E gatos! – Comentou Jeremias. - Montes de gatos, é incrível. – Riram-se novamente. - Já comia qualquer coisa, Zico. - Vou ligar… será que aconteceu alguma coisa… - Zico levantou-se e marcou o número no telemóvel. Afastou-se. A rua fazia um ziguezague. Dum lado prédios compridos de quatro andares, do outro uma enorme ladeira com relva e escadarias. Alguns candeeiros partidos. Pedras da calçada no meio da estrada. Algum lixo. O calor começou a apertar. Meio-dia dum dia tranquilo de sábado. Uma mulher de idade atravessou a estrada e olhou o grupo com os móveis. Perdeu a curiosidade e seguiu o seu caminho. Ouviu-se a camioneta de Fred entrar na rua. Estaciona ao pé de Tó que estava parado, quase no meio da estrada. - Sabem quem eu vi? – Pergunta Fred, saltando para o chão. – O Ivo, está cá… veio ontem de Lagos… - Eu sei. – Diz Jeremias. - … ficamos um pouco a conversar, desculpem lá, o gajo é porreiro… Pega numa das extremidades do frigorífico. - Vá. Quem me ajuda. Tó pegou na outra extremidade. 05 Ago. 08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto tirado do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8481963991905431494?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8481963991905431494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/o-bairro-dos-olivais-partes-3-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8481963991905431494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8481963991905431494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/o-bairro-dos-olivais-partes-3-4.html' title='O Bairro dos Olivais - Partes 3 &amp; 4'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-6653311559211672815</id><published>2010-02-07T15:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T15:52:58.307-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Bom Dia, Senhor Ivo de Rompante - Parte II</title><content type='html'>Pelas vinte e duas horas, estavam todos reunidos na grande sala, ouvindo a história da vida de Ivo de Rompante. Ouvia-se no fundo, canções de Aimee Mann, que Jeremias havia trazido de casa. Ivo tinha um cálice de conhaque na mão e naquele preciso momento, olhava o vazio, recordando qualquer coisa. Jeremias de calções e t-shirt pintada por ele, sentado num dos maples de pele, observava aquele que parecia ser o seu mentor. Acabara de confessar que o admirava. Ivo rira-se, ele não passava de um simples homem. Antonieta estava sentada ao pé de Marta e trincava um biscoito de cereais. Teixeira acabara de chegar da cozinha com dois copos de Whisky com gelo. Deu um deles a Jeremias. - Bushmills, pode ser? - Serve. Cheira bem. Teixeira sentou-se no chão, em cima de uma almofada, perto da lareira apagada. Todos os olhares se viraram para o Sr. Ivo, à espera que ele continuasse. Contou como nascera numa pequena aldeia no Alentejo, fizera a primária e pouco mais dos dez anos, órfão veio para Lisboa, onde viveu até aos dezanove anos com uns loucos tios no saudoso bairro da Graça, bem perto do quartel de Sapadores. - Embora tivesse uma série de tragédias a assolar o meu crescimento, a resposta a elas da parte de quem me cuidou foi interessante e com muito amor e por isso posso dizer que cresci vivendo uma vida feliz. E hoje, acho que os pais duma criança podem ser pobres, loucos, hippies, sei lá, mas se haver muito amor e compreensão pela mente frágil duma criança, meia dúzia de regras bem aplicadas e coerentes, boa e agradável comunicação, a criança torna-se um adolescente mais ou menos e um adulto equilibrado. Senão, dá um Jeremias. Riram-se. Jeremias também, já estava bem habituado aquele senso de humor. - Estou a brincar contigo, Jeremias, sabes isso. Voltando a mim, quando vim para Lisboa, foi de facto um choque, mas os meus tios tudo fizeram para me integrar. Tive pouco contacto com miúdos da minha idade. Brincávamos de uma varanda à outra, horas a fio, sem nos encontrarmos. Raramente íamos para casa uns dos outros. Adorava as batalhas de fisgas, os teatros, os sustos, as partidas, tudo de uma varanda para a outra. O meu tio era pintor, género surrealista, teve uma fase, que expunha os quadros, na rua. Passava horas, sentado a ler livros de banda desenhada, a seu lado. Sempre fui um miúdo sossegado. Mas comunicativo, aos catorze, comecei a dar uns beijos a uma loirinha, da rua em frente. Fugíamos para as águas furtadas dum velhote simpático que fazíamos recados e nos dava umas gorjetas generosas. O velhote ás vezes fingia estar ocupado a ouvir música num velho rádio e ficávamos abraçados numa pequena varanda a observar os telhados, os pombos, o rio ao longe. Um tremendo desgosto apanhei, quando passado um ano a miúda se muda com os pais para a outra banda. Escrevia-lhe mas com o tempo, parou-se… a curiosidade que tenho de saber o que foi feito dela. Uma doutora, com família, se calhar com netos… bem, fiz o liceu e comecei a trabalhar. O meu tio adoeceu, eu ganhava para casa. Faleceu, tinha eu dezanove. Um ano depois a minha tia. Deixaram-me a casa que vendi. Fiz-me à estrada. Andei pela Europa, dormi em bancos de jardim, nas estações de comboio, de vez em quando ficava em hotéis baratos. Fiz muitas amizades. Emagreci bastante. Escrevi um livro de poemas, que fui emendando e que publiquei vinte anos depois. Jeremias interrompeu. - Viagens de Rompante. O meu livro preferido. Uma espécie de On The Road poético. - Toda a gente me diz isso. “ Esse livro durante anos, foram cadernos que andavam sempre comigo. Resumindo, um dia destes conto-vos as histórias das minhas viagens. Só sei que quando regresso a Portugal, tinha envelhecido e vinha de dois casamentos. Tenho um filho holandês, que falo com ele todas as semanas, com vinte anos de idade. Vocês não sabiam. Sabem agora. A minha vida dava uma trilogia, e se pudesse escolher o escritor seria Boris Pasternak. Adiante… Volto com algum dinheiro e aplico-o numa pequena firma de restauração de moradias e apartamentos, o que me tem ocupado até agora. Há dois anos para cá, tenho trabalhado neste complexo de sonhos, do meu tio que me descobriu e eu descobriu-o a ele. Vai fazer para cinco anos. Uma história interessante também. Isto tudo muito resumido. Amanhã escolheremos outra parte. Levantou-se, dizendo ir à casa de banho. - Nunca tinhas dito ter lido o livro dele. – Disse Teixeira. - Não calhou. Também não estou obcecado pelo homem. Mas tem de concordar que é uma figura interessante. Jeremias levanta-se e senta-se ao pé de Antonieta, abraçando-a, aproveitando o espaço vazio deixado por Marta que espreitava pela janela. - Uma figura simpática e hospitaleira mas um pouco… melancólica. Diria mesmo… triste. Como quem tem algum segredo a guardar, não muito feliz. Todos concordaram. Ivo apareceu. - E tenho mesmo um segredo para lhes contar. Mas ficará para amanhã. Hoje estou cansado. Marta desfez-se em desculpas. Ivo sorriu e disse para relaxarem, que ele iria dormir. Boas noites. Jeremias aproveitou e mudou de música ambiente. A noite cai como um gato inanimado.&lt;br /&gt;09 Jul. 08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-6653311559211672815?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/6653311559211672815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/bom-dia-senhor-ivo-de-rompante-parte-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6653311559211672815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6653311559211672815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/bom-dia-senhor-ivo-de-rompante-parte-ii.html' title='Bom Dia, Senhor Ivo de Rompante - Parte II'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-7201603679234851226</id><published>2010-02-05T16:55:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T16:56:11.027-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Descobrir Haruki Murakami</title><content type='html'>Nasceu em Kyoto, 1949. Cresce em Kobe. A sua passagem pela universidade não foi lá muito aplicada. Forma-se em Dramaturgia Clássica. Abre um bar de Jazz, entre 1974 e 1981 e torna-se pouco a pouco um dos mais populares escritores japoneses da actualidade. As suas influências são Raymond Chandler, Kurt Vonnegut e outros. Nos seus livros, por vezes surrealistas, há vagabundos, gatos, velhos especiais, etc. Viveu uns anos na Europa, Estados Unidos e agora (?) vive nas proximidades de Tóquio. Livros: Em Busca do Carneiro Selvagem (1982) Dance, Dance, Dance (1988) Sputnik, Meu Amor (1999) Kafka à Beira Mar Crónica do Pássaro de Corda A Rapariga que Inventou Um Sonho – Contos Acerca deste escritor, a sua obra, bem como muita da literatura japonesa, o excelente site: !Bungaku! traz um manancial de boa informação. É só clicar no link.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-7201603679234851226?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/7201603679234851226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/descobrir-haruki-murakami.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7201603679234851226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7201603679234851226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/descobrir-haruki-murakami.html' title='Descobrir Haruki Murakami'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-2075093693648902288</id><published>2010-02-05T16:50:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T16:51:23.853-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>J. M. Coetze - A Desgraça</title><content type='html'>Adquiri "Desgraça" de J. M. Coetzee. Ainda não comecei a ler. Só comecei a pestiscar aqui e ali, como sempre faço antes de me atirar à leitura. Este escritor é um mestre da literatura, chamo-o assim e nos seus livros é possível tentar compreender a sociedade complexa, violenta e única da Africa do Sul e das suas gentes. Principalmente, na era pós-apartheid, segundo a minha pesquisa. Não é perda de tempo investir na leitura dos seus livros. Os diversos prémios mostram que estamos perante um autor apreciado por críticos e leitores. O que por si só, não é garantia de nada. Sinto-me no entanto, à vontade de aconselhar: Descubra-o. Mas o que vale isso? Bem, quem é o homem? J. M. Coetzee nasceu na África do Sul, Cidade do Cabo, em 1940.Professor de Literatura na Universidade da Cidade do Cabo.Autor de Dusklands, Boyhood: Scenes from Provincial Life, Strange Shores, Youth: Scenes from Provincial Life II e de À Espera dos Bárbaros (CNA Prize, Geoffrey Faber Memorial Prize e James Tait Black Memorial Prize), A Vida e o Tempo de Michael K (Booker Prize e Prix Étranger Femina), A Ilha, A Idade do Ferro, O Mestre de Petersburgo (Irish Times Internacional Fiction Prize), Desgraça (Booker Prize), Elizabeth Costello e No Coração desta Terra (CNA Prize), editados pelas Publicações Dom Quixote. Entretanto, sai Slow Man. Em 2003 ganhou o Prémio Nobel de Literatura. Boas leituras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-2075093693648902288?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/2075093693648902288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/j-m-coetze-desgraca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2075093693648902288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2075093693648902288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/j-m-coetze-desgraca.html' title='J. M. Coetze - A Desgraça'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-5519047428837085865</id><published>2010-02-05T16:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T16:44:58.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Sam Shepard - Fool For Love ("Loucos Por Amor")</title><content type='html'>Num quarto de motel. O amor de Eddie e May. Peça de teatro puro, com a habitual desolação dos personagens de Shepard. Excelente livro da peça, pela editora Relógio D'Agua. Vale a pena ler e reler a peça e visualizá-la na nossa mente, enquanto esperamos que seja encenada mais uma vez. É esperar. Pode ser que sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Histórias do Deserto.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-5519047428837085865?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/5519047428837085865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/sam-shepard-fool-for-love-loucos-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5519047428837085865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5519047428837085865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/sam-shepard-fool-for-love-loucos-por.html' title='Sam Shepard - Fool For Love (&quot;Loucos Por Amor&quot;)'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-1991415046052926088</id><published>2010-02-05T16:37:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T16:38:47.090-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Bom dia, Senhor Rompante (Conto)</title><content type='html'>Jeremias pesou-se e a balança gritou cento e vinte quilos certos. - Desisto! Nunca mais serei magro. Antonieta, a sua mulher, concordou: - Se continuares a comer e beber assim, tens toda a razão. Mas, nestas férias vamos tratar disso. E começamos pela cabeça. - Não comeces… Sai da casa de banho. Antonieta, sentada na sanita, lembrou-se do significado daquela crise de Jeremias e sorriu. As férias matam-no. Tocaram à campainha. Era já Teixeira e a sua mulher, Marta. Cedo. - Façam de conta que não estamos cá. – Gritou Teixeira. Entrou na cozinha e serviu-se de café. A sua mulher sentou-se a ver televisão. Jeremias e Antonieta, faziam imenso barulho no andar de cima. Teixeira cortou uma fatia de pão e pôs na torradeira. Ligou a torradeira. Marta olhava para ele. - Que foi? - Tu estás em casa? - Oh, Marta… é o Jeremias. Conheço-o desde sempre. Não te preocupes. - Está bem, mas a Antonieta pode não gostar. - Na… - Bem, vocês são assim como o Tom e Jerry, à bulha mas sempre juntos… - Ou assim como Coltrane e Miles Davis, anos 50. Dois génios. - Ou como Abott e Costello, palhaços para entreter a malta. - Eu acho que é mais, Dean Martin e Jerry Lee Lewis. O palhaço e o charmoso. - Tu és o palhaço! Entra Jeremias. - Quem é como o aço? Estavam a falar de mim? Teixeira riu-se. - È o Teixeira que se está a armar em parvinho, como de costume. – Diz Marta, levantando-se. – A Antonieta precisa de ajuda? - Ela desce já. Cheira a torradas? Teixeira para Jeremias: - Serve-te à vontade. Quando é que vamos embora? Antonieta desce com imã mala enorme de viagem. - Falta só as outras. Eu não posso com elas. - Vou lá com o BlaBlaBoy. – Era assim que Jeremias chamava a Teixeira, por este falar pelos cotovelos. - Come lá a torrada que eu trago para baixo. - Já comi, fica para Marta. Vamos. Subiram. No quarto, Jeremias diz para Teixeira: - Este stress que se sente no ar, com as mulheres é terrível. - Tem calma que já relaxamos. Pegaram nas duas malas e desceram. - Vamos pôr isto no carro de Jeremias! Saíram. Atravessaram o jardim e puseram as malas no Ford de portas escancaradas. - Esta Antonieta! Este tempo todo e isto aberto. - Deixa lá. Ninguém anda por aqui a esta hora da manhã. Fecharam o carro. Hora e meia depois, o grande Ford de Jeremias estava cheio de bagagens, no tejadilho iam as pranchas e as bicicletas. Apenas lugar para quatro pessoas gordas e um milhão de cds para a viagem. Pararam na primeira estação de serviço para tomar o pequeno-almoço. Jeremias e Teixeira, foram comprar jornais. Antonieta e Marta, puseram-se na fila para pagar o que puseram nos tabuleiros para os quatro. - O Jeremias anda obcecado com o peso. – Disse Antonieta. Marta sorriu: - Vamos tratar dele. - Sem dúvida. - Saladas e aguinha. - Nada de cerveja e whisky. Carne vermelha e bolachas. - Nem televisão por cabo e banda desenhada. Riram-se. - Mais depressa chove. – Adverte Marta. - Olha que não sei, o tempo anda estranho. - São sempre férias. Chuva ou sol. Antonieta voltou a sorrir os seus famosos sorrisos de encantar, como os chamava a própria Marta, encantada pela sua personalidade calma e alegre. Às vezes, achava que não tinha qualquer tipo de problemas ou que a não afectavam. - Gosto da tua calma. Estar contigo já é umas férias. Contagias tudo à tua volta. - Obrigado, és muito gentil. - Pago eu. - Nem pensar. – A discussão do costume. No carro, Jeremias discutia música com Teixeira. Ouvia-se “Sinnerman”, cantado por Nina Simone. Jeremias insistia que a canção tinha sido lançada no álbum “Pastel Blues”. Teixeira insistia que não, que tinha saído num Greatest Hits qualquer. A canção terminou. Foram experimentando cds. Jamie Cullum, Dee Dee Bridgewater, David Holmes, Sigur Rós, Sun Ra… Este último fez as mulheres protestar. Antonieta e Marta falavam baixinho no banco de trás. Duas horas depois entravam em Lagos e antes da vila estacionaram ao pé de uma mansão cor de salmão. Abriram o portão e desligaram os alarmes com o comando e começaram a descarregar o monovolume, enquanto as mulheres foram abrir as portas, janelas, água e ligar o gás. Uma bela mansão que pertencia ao Sr. Fontana, milionário excêntrico, a rodar um filme em Espanha. Quem cuidava da mansão, parcialmente em restauração, era Ivo de Rompante, sobrinho do velho milionário. Pintava, rebocava, tratava do jardim, da decoração, etc. Este tranquilo alentejano de Beja, de cinquenta anos, alto como um candeeiro, magro e o homem mais tranquilo do hemisfério norte, conhecera Jeremias, num almoço e depressa fizera amizade com ele. Convidara-o a passar uns dias, no belo sol do Algarve. Ivo, ia estrear a piscina restaurada, após vinte anos fechada. Convidara-os para ocupar aquele imenso espaço. O Sr. Fontana, queria festas contínuas, para promover o espaço, mas Ivo era um apreciador do sossego e ainda estavam obras a decorrer. A mansão tinha imponência. Um enorme pórtico, que dava para um monumental hall, com as escadas para o andar superior. Para o lado direito um grandioso salão e biblioteca. Para o lado esquerdo, a sala de jantar, a cozinha e uma enorme despensa. Por baixo da escadaria, uma porta que dava para a enorme cave, com pequenas janelas para a frente da mansão. A cave tinha o conforto como motivo, sala de estar, suite, pequena cozinha, sala de máquinas. Uma porta dava para a garagem, onde cabiam dez carros. No andar superior, oito quartos, quatro deles suites, sendo um deles, central, espaçoso como um salão. O sótão, um ginásio equipado e sala de arrumações. À volta da mansão, a propriedade tinha um pequeno jardim com um fontanário, bancos e candeeiros entre as árvores. Uma piscina, casa de motorista e um pequeno pomar. Um Éden de sonho, expressão de Marta. Jeremias mostrava tudo com entusiasmo. Nesse ano era a segunda vez, que por lá tinham passado. Ivo só ao fim da tarde é que se iria juntar ao grupo. Teve de ir fazer algumas compras a algumas localidades distantes. Pelas quinze horas, depois de tudo arrumado, foram almoçar à vila. Jeremias sonhava com surf, noites de cerveja e blues ao vivo.&lt;br /&gt;10 Jul. 08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-1991415046052926088?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/1991415046052926088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/bom-dia-senhor-rompante-conto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1991415046052926088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1991415046052926088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/bom-dia-senhor-rompante-conto.html' title='Bom dia, Senhor Rompante (Conto)'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3814084924474173250</id><published>2010-02-05T16:32:00.001-08:00</published><updated>2010-02-07T15:13:41.311-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>"The Hurricane"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y4tXQaRdI/AAAAAAAAAog/hgoHsIl3rbc/s1600-h/hur.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434921939805816274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 88px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y4tXQaRdI/AAAAAAAAAog/hgoHsIl3rbc/s320/hur.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_3R9GvBEE2Nw/SFaRoD6MO2I/AAAAAAAAAC8/XEO4Koqn4tc/s1600-h/rubin.bmp"&gt;&lt;/a&gt;Excelente filme.&lt;br /&gt;Excelente interpretação de Denzel Washington.&lt;br /&gt;Excelente canção de Dylan.&lt;br /&gt;A letra da canção. Para ler e ouvir. Com calma.&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;«Pistols shots ring out in the barroom night..."&lt;br /&gt;(Por aí fora...)&lt;br /&gt;(Canção com 8:33, de 1976, do album: "Desire")&lt;br /&gt;Vale a pena ter em atenção esta história, magistralmente relatada por Dylan, com uma carga narrativa que poucos saberiam manter numa canção, sobre a malograda vida de Rubin “Hurricane” Cárter (1937 - ), inocente ou não, preso injustamente ou não. Excelente filme de Norman Jewison, de 1999.&lt;br /&gt;Claro que peca com um final americanizadamente moralista, á Hollywood, mas não deixa de ser uma boa fita. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3814084924474173250?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3814084924474173250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/hurricane.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3814084924474173250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3814084924474173250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/hurricane.html' title='&quot;The Hurricane&quot;'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y4tXQaRdI/AAAAAAAAAog/hgoHsIl3rbc/s72-c/hur.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-373249196700811793</id><published>2010-02-05T16:28:00.001-08:00</published><updated>2010-02-07T15:15:29.433-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>A Mancha Humana – Philip Roth</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y3sHNcDJI/AAAAAAAAAoY/lHtUJR-Q1Ys/s1600-h/man.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434920818806885522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 100px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y3sHNcDJI/AAAAAAAAAoY/lHtUJR-Q1Ys/s320/man.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este romance passa-se durante o verão de 1998, quando houve o escândalo de Mónica Lewinski com Clinton. Retrata como Coleman Silk, reitor universitário, vê a sua reputação e carreira ser arruinadas por causa duma expressão racista dita numa das aulas deste professor. A história relata como que numa bola de neve perversa este homem sofre consequências brutais na sua vida. Ao mesmo tempo vai-se revelando o seu passado composto de mentiras e enganos, que vêm ao lume e causam a devida polémica. Com isto sofre a sua mulher de forma trágica e seus 4 filhos, colegas e amigos. Philip Roth aprofunda com uma narrativa e fôlego, que eu desconhecia e que se me revela uma agradável surpresa, de grande nível. Posso dar um exemplo, de como a escrita de Roth é rica e apaixonante (páginas 97 e 98): «O pai dela tinha uma loja de ferragens e uma pequena serração. “O meu pai é um homem irreprimível, gigantesto, espantoso. Enorme. Parece um naco de presunto. Bebe numa noite uma garrafa inteira de qualquer bebida alcoólica que esteja à mão. Nunca pude acreditar. E ainda não posso. Não pára. Faz um golpe grande no músculo da barriga da perna, às voltas com uma máquina, e deixa ficar como está, nem sequer lava a ferida. Os islandeses têm têndencia para ser assim. Verdadeiros buldôzeres. Mas o que é interessante é a sua personalidade. Uma pessoa surpreendente. Quando conversa, precisa da sala toda. E ele não é único. Acontece a mesma coisa com os meus avós Palsson. O pai dele é a mesma coisa. A mãe dele é a mesma coisa.” “Islandeses. Eu nem sequer sabia que se chamam islandeses. Nem mesmo que os havia cá. Não sei nada a respeito de islandeses”, comentou Coleman. “Quando foi que vieram para o Minnesota?” Ela encolheu os ombros e riu-se. “Boa pergunta. Eu diria que depois dos dinossauros. Pelo menos é o que parece.” “Suponho que sim. É difícil ser filha de alguém com aquele tipo de energia e exuberância. Até parece que nos submerge.” “E a tua mãe? Ele submerge-a?” “Esse é o ramo dinamarquês da família, os Rasmussen. Não, ela é insubmersível. A minha mãe é demasiado prática para se deixar submergir. As características da sua família – e não creio que sejam peculiares daquela família; penso que os dinamarqueses são assim mesmo e nisso também não diferem muito dos noruegueses… Interessam-se por objectos. Objectos. Toalhas de mesa. Pratos. Jarras. Não se cansam de falar do preço de cada objecto…”» Gostei particularmente, a forma irónica, como descreve como certo personagem reflecte algo que é americano e frequente, também na literatura: A maioria dos americanos não fazem um esforço em entender os outros povos, como eles supostamente são, gente diferente que fala outra língua, tem outras culturas e todas as unidades humanas são diferentes entre si, como homens e mulheres que são. São, muitas vezes, um pouco racistas, e generalizam os povos com os devidos estereótipos. Por exemplo, os franceses são efeminados, todos comem croissants e têm boinas ridículas na cabeça. Os espanhóis gostam todos de tourada e música flamenga e as espanholas fartam-se de dançar com castanholas. E é assim que vêm o mundo, uma grande parte da sociedade. Os que não lêem. Aqueles virados para o centro do mundo, América. Philip Roth, encarrega-se de socar esses conceitos no estômago e expor muito do ridículo americano, na sua obra. Não é em vão, que nos últimos anos se fale neste escritor para o Nobel. Quem é o homem? Philip Roth nasce em Newark, Nova Jersey, em 1933. Têm ganho muitos prémios: 2 National Book Award, 2 National Book Critics Circle, 1 Pulitzer e 2 Pen Club. Este livro que acabo de ler: A Mancha Humana é de 2001. Outros: Complexo de Portnoy, Património, O Animal Moribundo, Pastoral Americana, Todo-O-Mundo, etc.&lt;br /&gt;Boas Leituras. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-373249196700811793?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/373249196700811793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/mancha-humana-philip-roth.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/373249196700811793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/373249196700811793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/mancha-humana-philip-roth.html' title='A Mancha Humana – Philip Roth'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y3sHNcDJI/AAAAAAAAAoY/lHtUJR-Q1Ys/s72-c/man.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-936032527951896927</id><published>2010-02-05T16:23:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T16:24:52.294-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>História de um homem que ...</title><content type='html'>História de um homem que abriu uma pequena encomenda dos correios e descobriu lá dentro uma grande quantia c de dinheiro, resolve utilizá-la e faz fortuna em aplicações num só mês, reflecte e resolve devolver a importância total ao seu dono, que o denuncia à policia por faltar dinheiro, mas como não havia provas da quantia exacta, apenas se abriu queixa e o feliz sortudo continua a aplicar na bolsa e a ganhar dinheiro. Anos à frente, numa das firmas que este homem dirigia, apareceu-lhe um gestor a oferecer os seus serviços e o homem reconheceu com sendo o tal da encomenda de dinheiro. Empregou-o e despediu-o. Empregou-o novamente e são hoje leais amigos. Continuam a ganhar dinheiro e a despedir empregados aplicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-936032527951896927?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/936032527951896927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/historia-de-um-homem-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/936032527951896927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/936032527951896927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/historia-de-um-homem-que.html' title='História de um homem que ...'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3560466648226990643</id><published>2010-02-05T16:19:00.001-08:00</published><updated>2010-02-05T16:20:51.843-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>História de um casal de hippies sexagenários que...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y1l5FhJYI/AAAAAAAAAoQ/r9svZgBZsTs/s1600-h/cas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434918512913098114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y1l5FhJYI/AAAAAAAAAoQ/r9svZgBZsTs/s320/cas.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;História de um casal de hippies sexagenários que acordam nos corpos de dois adolescentes de sexos opostos, de dezasseis e dezoito anos, em pleno concerto de um conjunto metaleiro que fazia um berreiro infernal com uns instrumentos eléctricos que desconheciam o seu funcionamento, rodeados por uma multidão de genes com roupa que gritava e não ouviam os seus próprios gritos. Ela chorava e ele não ouvia os seus próprios gritos, também, mas sentia a pressão nas veias do pescoço e as crescentes dores de garganta. Quando voltaram a casa, os seus pais não acharam nada de estranho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3560466648226990643?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3560466648226990643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/historia-de-um-casal-de-hippies.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3560466648226990643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3560466648226990643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/historia-de-um-casal-de-hippies.html' title='História de um casal de hippies sexagenários que...'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y1l5FhJYI/AAAAAAAAAoQ/r9svZgBZsTs/s72-c/cas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4994699693670182761</id><published>2010-02-05T16:13:00.001-08:00</published><updated>2010-02-05T16:15:34.236-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Monument Valley</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y0V1n97-I/AAAAAAAAAoI/7XB5UhvPeYU/s1600-h/mon.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434917137594314722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y0V1n97-I/AAAAAAAAAoI/7XB5UhvPeYU/s320/mon.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Monument Valley é uma região americana situada no território dos índios Navajo. Foi muito usada em Westerns particularmente por John Ford. Sempre se associa a filmes deste género ou road-movies. Os navajos são uma tribo nativa americana da família lingüística Athapaskhan (idioma navajo). Originalmente, imigraram do norte e durante o século XVI tornaram-se um povo pastor e caçador. A tribo vive numa reserva no nordeste do Arizona e continua em partes do Novo México e Utah. É a maior reserva indígena dos Estados Unidos, estendendo-se por uma enorme área que vai desde Grants no Novo México, até o Grand Canyon, no Arizona; de Holbrook, no centro do Arizona até o Rio San Juan, já no Colorado, inclui Monument Valley, parte do Deserto Pintado e parte da Floresta Petrificada. Portanto, vivendo em 6 milhões de hectares, com um produto interno bruto estimado em 50 milhões de dólares. Não me importava nada ser Navajo, viver numa cabana moderna com piscina e vista para esta monumental paisagem. Sonhos cinematográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4994699693670182761?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4994699693670182761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/monument-valley.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4994699693670182761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4994699693670182761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/monument-valley.html' title='Monument Valley'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2y0V1n97-I/AAAAAAAAAoI/7XB5UhvPeYU/s72-c/mon.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8753863223323709612</id><published>2010-02-05T16:08:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T16:11:16.959-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='músicas'/><title type='text'>Free Jazz a Colective Improvisation By The Ornette Coleman Double Quartet</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2yzMdjTInI/AAAAAAAAAoA/WaVDF7XC08s/s1600-h/free.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434915877001831026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2yzMdjTInI/AAAAAAAAAoA/WaVDF7XC08s/s320/free.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este disco, Free Jazz a Colective Improvisation By The Ornette Coleman Double Quartet, foi gravado em 1960. Dois quartetos distintos: Don Cherry e Freddy Hubbard no trompete, Eric Dolphy no clanrinete baixo, Charlie Haden e Scott LaFaro no contrabaixo e Billy Higgins ou Ed Blackwell na bateria. E claro, Ornette Coleman no sax alto. O disco foi gravado em estéreo com cada um dos quartetos tocando isolado em cada um dos canais. Improvisação colectiva de todos os oito mùsicos. Como é dito na capa do disco. A faixa Free Jazz, tem 37:03 minutos, a mais longa sessão de Jazz gravada até à data. Um dos discos mais controversos de Ornette Coleman. Nascido a 1930 em Fort Worth, Texas, é um compositor e saxofonista de Jazz, dos mais inovadores e sem querer fundador do movimento do Free Jazz dos anos 50 e 60. Coleman pretendia com este disco, que Free Jazz fosse apenas o título do álbum, mas a originalidade do conceito tornou-o num género. Mas Ornette Coleman também compunha, o que faz com que não se possa dizer que toque Free Jazz, mas sim o seu Próprio Jazz, Free (usando o chavão) ou não. Por vezes o alcance da obra, supera a intenção do criador. Foi o caso e o termo Free Jazz, com uma certa filosofia, impôs-se. E hoje, passados mais de 40 anos, proliferam os grupos do dito Free Jazz. O certo é que a música que este genial músico produz, é apaixonante. Gosta de brincar com o fogo. Usa o excesso, o mau gosto por vezes, a fragmentação, como elos das suas improvisações ou composições em directo. Autodidacta, teve sempre oposição no meio, principalmente, no início da carreira, porque não tocava bonito. Demorou a impor-se. Um homem brando e manso, mas de fortes convicções. E ao insistir na sua arte, transformou-a, para benefício ou prazer de muitos. E chega então a este disco, obra incontornável no Jazz. Nos anos seguintes, grava muitos discos, como líder ou como convidado com músicos consagrados e outros bem conhecidos. Sua carreira desenvolve-se, embora como a sua música, imprevisível. Tem participações em todos os gèneros de música, inclusive na música mais popular. Sempre anti-acadêmico e muito pessoal. O seu mais recente disco, Sound Grammar, de 2006, ganha o Pulitzer. Continua a tocar e a fazer concertos, aos 78 anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8753863223323709612?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8753863223323709612/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/free-jazz-colective-improvisation-by.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8753863223323709612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8753863223323709612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/free-jazz-colective-improvisation-by.html' title='Free Jazz a Colective Improvisation By The Ornette Coleman Double Quartet'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2yzMdjTInI/AAAAAAAAAoA/WaVDF7XC08s/s72-c/free.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-276830954676706461</id><published>2010-02-05T16:04:00.001-08:00</published><updated>2010-02-05T16:06:20.726-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Finding Forrester - Filme e Banda Sonora</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2yyGABHSEI/AAAAAAAAAn4/x-IO0B73yiA/s1600-h/find.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434914666482976834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 131px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2yyGABHSEI/AAAAAAAAAn4/x-IO0B73yiA/s320/find.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Finding Forrester, ou traduzido, descobrir Forrester, realizado em 2000 por Gus Van Sant, tem como actores principais Sean Connery, Robert Brown, F. Murray Abraham e outros.&lt;br /&gt;Retrata a história dum rapaz de 16 anos, Jamal Wallace (Robert Brown), no Bronx, em Nova York, que se destaca como jogador de basket e que possui paixão pela escrita. A sua relação com um escritor que vive em reclusão num velho apartamento, William Forrester (Sean Connery) e a sua influência no jovem, é a essência da história deste filme.&lt;br /&gt;William Forrester é um velho escritor, escocês, que havia ganho o Pulitzer há 40 anos, com um único livro que escrevera, vivia sem família e com poucos contactos com o mundo exterior. Jamal aposta com os seus amigos, que consegue entrar no seu apartamento e assim se conhecem. O velho escritor acaba por o ajudar no seu dificel trajecto escolar, afirmar-se como igual numa afamada escola de Manhattan, em que consegue ser admitido, sendo ele negro e pobre.&lt;br /&gt;Esta amizade permite a Jamal melhorar a sua escrita, e desenvolver uma admiração profunda pelo seu velho amigo e ajuda a Forrester a ganhar mais ânimo para a sua vida, na recta final, e a libertar-se um pouco do seu receio do mundo, que havia desenvolvido como obsessão, explicada no filme.&lt;br /&gt;Interpretações de grande nivel de Sean Connery, Robert Brown e F. Murray Abraham, este como professor na tal escola onde se desenrola alguns dos momentos cruciais do argumento do filme filmado de forma bela por Gus Van sant. Não sendo uma obra-prima, é um excelente filme. Acredito que a história poderia ir mais longe. No entanto, já o revi, por três ou quatro vezes, e sempre com prazer. Quero realçar a banda sonora, contêm pérolas de grande valor. Como a canção de Israel Kamakawiwo’Ole, nome impossível de fixar, Over the Rainbow cruzada com What a Wonderful World. Este cantor havaino, ficou famoso principalmente por esta versão. Já falecido, viveu de 1959 a 1997, faleceu devido a consequências do seu excesso de peso, chegou a pesar 343 kg, para 1,88 de altura. As suas canções são muito valorizadas e apreciadas no Hawai e arredores.&lt;br /&gt;O resto da música é para apreciadores de Electric Jazz, Free Jazz e derivados, de grande qualidade. Tem improvisações perfeitas de Miles Davis, Ornette Coleman e outros. Bom disco para se ouvir em qualquer das 24 horas do dia. Aconselho a quem possa interessar. O que como intenção, vale o que vale. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-276830954676706461?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/276830954676706461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/finding-forrester-filme-e-banda-sonora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/276830954676706461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/276830954676706461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/finding-forrester-filme-e-banda-sonora.html' title='Finding Forrester - Filme e Banda Sonora'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2yyGABHSEI/AAAAAAAAAn4/x-IO0B73yiA/s72-c/find.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8468036485203577294</id><published>2010-02-05T15:43:00.001-08:00</published><updated>2010-02-05T15:45:58.723-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Estrela Solitária (Don´t Come Knocking)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2ytOn0IR-I/AAAAAAAAAnw/w3ga64UfPw0/s1600-h/sam.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434909317046749154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2ytOn0IR-I/AAAAAAAAAnw/w3ga64UfPw0/s320/sam.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Don´t Come Knocking, nova parceria de Wim Wenders e Sam Shepard.&lt;br /&gt;Não será o filme que levará multidões às salas de cinema e aos clubes de aluguer de Dvd´s. Não será uma estrela nos dowloads, nem será um êxito de vendas nas bancas das feiras. É para habitués de Wenders e de Shepard, mais do que viciados no deserto americano e de westerns dos nossos dias. O deserto também por lá anda. É mais um personagem numa história que tem tudo o que Shepard nos habituou: uma constante deambulação, a procura de respostas, a incomunicabilidade entre seres que não mais se entendem uns aos outros, a degradação da familia clássica, os vicios que se sempre volta, a superioridade da paisagem, a estrada que nos puxa para mais uma viagem, em que o que importa é ela própria, a viagem, mais do que o destino, o deserto onde somos expostos a nós próprios, a tremenda confusão que é as relações entre homens e mulheres, entre pais e filhos, enfim entre pessoas, oceanos de problemas interiores.&lt;br /&gt;E depois o regresso ao que já conhecemos, porque o grande desconhecido assusta-nos. Tudo isto e muito mais, neste novo "Paris Texas", quase que fiquei com saudade dum solo de Ry Cooder, entre algumas imagens. Continuo a gostar de Wim Wenders e continuo a gostar de "ler" Sam Shepard. Que eles fiquem muito tempo entre nós. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8468036485203577294?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8468036485203577294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/estrela-solitaria-dont-come-knocking.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8468036485203577294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8468036485203577294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/estrela-solitaria-dont-come-knocking.html' title='Estrela Solitária (Don´t Come Knocking)'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S2ytOn0IR-I/AAAAAAAAAnw/w3ga64UfPw0/s72-c/sam.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-2908927954037781085</id><published>2010-02-05T15:37:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T15:39:15.474-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>In Desert With You</title><content type='html'>o automóvel levantava nuvens de poeira&lt;br /&gt;pouco antes do radiador estourar. junto&lt;br /&gt;com a poeira dos caminhos, juntou-se o&lt;br /&gt;vapor de água que saia do motor como se&lt;br /&gt;fosse estourar a qualquer momento.&lt;br /&gt;ela saiu do carro e gritou.&lt;br /&gt;- e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-2908927954037781085?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/2908927954037781085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/in-desert-with-you.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2908927954037781085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2908927954037781085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/in-desert-with-you.html' title='In Desert With You'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3494579585338654768</id><published>2010-02-05T15:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T15:24:08.802-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Biplanos</title><content type='html'>Um.&lt;br /&gt;voaremos tão alto e tão longe...&lt;br /&gt;dificelmente lá iremos chegar...&lt;br /&gt;voaremos...&lt;br /&gt;no biplano da folha de árvore&lt;br /&gt;perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois.&lt;br /&gt;voamos para longe.o biplano portou-se bem, eu não.vomitei o mais que soube. aquelas turbulências eram demaispara o meu estômago sensível.chegamos. atravessei a pista a correr. terra firme, o paraíso.cheguei à cabana e comi pouco. deitei-me.acordei fresco, mais ou menos pronto para outra aventura.no biplano, já no ar, cheguei à conclusão que a viagem seguinteseria pior em agitação. sem problemas, agora sou experiente.com mais confiança e a mesma capacidade de aguentar, agarrei-meà carlinga e deixei-me levar.os céus, nesta perspectiva, são magnificos.voamos então, para mais longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três.&lt;br /&gt;O deserto visto de cima, parecia-lhe mais belo e desolador.&lt;br /&gt;A câmara não parou de filmar. Aceitou o conselho do piloto e abandonou-se. O termo parecera-lhe estranho mas entendera o conceito. mas o pavor das alturas pouco ajudou. A beleza da paisagem era esmagadora. Meia hora depois aterravam nas cercanias de Bamako, via-se os leitos do rio Níger. Levantava-se ventos, prenúncios da força de Hamattan, vindo do Sahara. Despediu-se do piloto, no seu parco francês e dirigiu-se a casa de Farka, onde toda a familia a esperava para o almoço domingueiro ao ar quente do Mali.&lt;br /&gt;Maio 08&lt;br /&gt;(Transferido do blogue: Tijolos de Verde Rude)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3494579585338654768?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3494579585338654768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/biplanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3494579585338654768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3494579585338654768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/02/biplanos.html' title='Biplanos'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-6686375570691952223</id><published>2010-01-29T09:55:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T17:26:54.775-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Quarteirões de rua longe</title><content type='html'>Os quarteirões de paredes de tijolo de burro escurecido.&lt;br /&gt;As tuas mãos delicadas e de pele branca.&lt;br /&gt;Naquela tarde de calor desatou a chover e sorriste.&lt;br /&gt;Por causa desse sorriso habitamos este duplex com vista para a parte pobre da cidade no prédio mais antigo de toda a rua.&lt;br /&gt;Neste momento leio salmos e bebo o teu chá preferido demasiado adocicado para mim.&lt;br /&gt;Ajeitas o lume e a lenha e sorris por causa da minha posição no sofá, dizes que pareço um gato desgrenhado.&lt;br /&gt;Estou pobre e desempregado mas feliz contigo, sabias?&lt;br /&gt;Nesta rua suja, mal frequentada e longe…&lt;br /&gt;Aqui mesmo.&lt;br /&gt;Jan.10&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-6686375570691952223?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/6686375570691952223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/01/quarteiroes-de-rua-longe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6686375570691952223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6686375570691952223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/01/quarteiroes-de-rua-longe.html' title='Quarteirões de rua longe'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4089591338642032805</id><published>2010-01-14T04:20:00.001-08:00</published><updated>2010-02-05T17:27:21.039-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O frio da madrugada</title><content type='html'>As madrugadas frias e o ar a cortar nas vias respiratórias, os passos no chão molhado a descerem a rua, atravessar a rua, passar por baixo do cano da água onde os camiões chocam e descer a rua no passeio calcetado com espaço para um homem, um homem só e magro, muito magro, descer a rua, atravessar o cruzamento da churrasqueira, passar pela farmácia e à esquerda entrar na padaria, são cinco bolinhas, obrigado, que hoje não chova tanto, um resto de bom dia e se continuasse e se atravessasse a linha do comboio e seguisse pela rua dos pescadores, passando pelo restaurante do pai do meu amigo, depressa me depararia com o rio, alguns esquálidos barcos repousando no lodo que cheira a corpos em decomposição e nenhuma vivalma, regressaria com o frio como companhia mordaz, com pão comprado e meia dúzia de pensamentos num dia qualquer que iria amanhecer não tardaria…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jan. 10&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4089591338642032805?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4089591338642032805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/01/o-frio-da-madrugada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4089591338642032805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4089591338642032805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2010/01/o-frio-da-madrugada.html' title='O frio da madrugada'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-1996747973254199918</id><published>2009-12-28T04:50:00.001-08:00</published><updated>2010-02-05T17:27:49.497-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>Blue In The Face (1995)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/Szip7pOGNHI/AAAAAAAAAk4/xpXvwcE7trM/s1600-h/blue+1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420268993682748530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 131px; CURSOR: hand; HEIGHT: 99px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/Szip7pOGNHI/AAAAAAAAAk4/xpXvwcE7trM/s320/blue+1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/Szip1g8GBjI/AAAAAAAAAkw/74FVZboQfms/s1600-h/blue+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420268888380540466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 129px; CURSOR: hand; HEIGHT: 87px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/Szip1g8GBjI/AAAAAAAAAkw/74FVZboQfms/s320/blue+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SziptArThxI/AAAAAAAAAko/0VAHvYpjAxE/s1600-h/blue+3.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420268742281234194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 93px; CURSOR: hand; HEIGHT: 142px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SziptArThxI/AAAAAAAAAko/0VAHvYpjAxE/s320/blue+3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Este filme de 1995, foi co-realizado por Wayne Wang e Paul Auster. Demorou a rodar, cinco dias. Aproveita os cenários de: Smoke e o universo nova-iorquino do anterior filme, grande parte dos actores repetem-se, caso do principal, o excelente Harvey Keitel. Consiste em monólogos, diálogos e pequenas situações, onde o fundo é sempre as ruas de Nova Iorque, a loja de tabaco, ponto central de encontro da maioria das personagens, onde se fala dos dias dos habitantes do bairro e da cidade, do cinema, do tabaco, das relações humanas e de mil e uma situações absurdas e humorísticas. Participa além do actor citado, Madonna, Giancarlo Esposito, Roseanne Barr, Michael J. Fox, Lily Tomlin (sempre luminosa), Mira Sorvino, Lou Reed (dos meus monólogos preferidos), Jim Jarmusch (fala essencialmente de filmes e cigarros). Filme descontraído e humano. Nota-se a escrita invulgar de Paul Auster, de que muito aprecio e que muitos críticos literários do nosso cantinho, dizem não ser nada de especial. O que discordo e estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-1996747973254199918?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/1996747973254199918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/blue-in-face-1995.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1996747973254199918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1996747973254199918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/blue-in-face-1995.html' title='Blue In The Face (1995)'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/Szip7pOGNHI/AAAAAAAAAk4/xpXvwcE7trM/s72-c/blue+1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3419481028499435799</id><published>2009-12-23T09:34:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T17:28:22.766-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SzJU2vY64_I/AAAAAAAAAkY/Pg4Fqi4azm0/s1600-h/smoke.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418486601090786290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 88px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SzJU2vY64_I/AAAAAAAAAkY/Pg4Fqi4azm0/s320/smoke.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A ver.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E rever.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ouvir e não esquecer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tem argumento partilhado de Paul Auster.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tem Forrester Whitaker e Harvey Keitel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tem canção de Tom Waits. Tem Nova Iorque.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tem histórias perdidas de gente. Gente de nervo e sorriso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rever... novamente.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3419481028499435799?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3419481028499435799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/ver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3419481028499435799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3419481028499435799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/ver.html' title=''/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SzJU2vY64_I/AAAAAAAAAkY/Pg4Fqi4azm0/s72-c/smoke.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3919324770779266740</id><published>2009-12-21T03:24:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T17:29:09.951-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Afinal o que é um conto?</title><content type='html'>Não é fácil escrever contos. Não é fácil escrever um conto. Um conto não é apenas uma história pequena, em relação a uma novela ou romance.&lt;br /&gt;Faz-me lembrar uma conversa que tive com uma tia, uma senhora que já passou a barreira dos 90 anos. Na minha infância e mais tarde aconselhava-me o que achava de certas leituras, o que achava ser essencial ler para me desenvolver como pessoa, conforme argumentava. Quando escrevi o meu primeiro e envergonhado livrinho, ofereci-lho e agradeci-lhe toda a boa influência. Um livro de contos e poesia, pequenos textos e experiências de escrita. Pedi-lhe para me dizer se era bom ou mau, se gostava ou não. Parece que gostou das poesias e quanto aos contos disse-me o seguinte: “Escrever contos é muito difícil. Tem de se contar muito em pouco espaço. Ah, as histórias que eu contaria se me desse para escrever.” Eu entendi que ainda tinha de percorrer um longo caminho até escrever um bom conto. E ficou-me na mente: contar muito com pouco.&lt;br /&gt;E na verdade, esta minha tia define à sua maneira o que é o conto. Muito com pouco. O conto envolve um texto conciso, preciso, denso, com unidade de efeito e impressão total. Nem todos os textos com menos caracteres que o romance serão contos. Há certas regras que confesso gosto de as conhecer para as alterar e torcer a meu favor. Considero isso, uma aprendizagem. E dá-me uma noção das coisas. Sempre com os pés bem assentes na terra. É difícil escrever. Tenho a consciência do que escrevo, muito do que escrevo nem sequer é o que intitulo ser: poema, conto, etc., mas faço-o com respeito pelo leitor, talvez uma regra que tento seguir à risca, o resto dá gozo misturar, esticar, alterar. Por exemplo, a diferença entre um conto grande e um romance pequeno. Não será a mesma coisa? Claro que não, dirão. Mas em determinadas circunstâncias pode sê-lo.&lt;br /&gt;Voltando ao termo: conto e as suas técnicas aplicadas, há um espaço apertado para o desenvolvimento da intriga, história, o que for, que me agrada. Num romance pode passar despercebido se a história interessar o leitor, certas partes mais mortas, monótonas ou para encher, todos os grandes romances o têm, num conto isso não é possível. A estrutura do conto não o permite, à partida mas dá gozo tentar e por vezes conseguir. Um conto onde nada se passa e tudo se passa, nas mãos de um excelente escritor é algo que nunca esqueceremos.&lt;br /&gt;Termos a consciência destes aspectos, deita por terra o mito: escrever romances é difícil porque são longos e escrever contos é fácil porque são curtos.&lt;br /&gt;Por isso na História, na História da Literatura, nem todos os grandes romancistas se destacaram por saber escrever bons contos. Se fosse fácil todos teriam escrito primeiro, bons contos e depois os seus romances que os fizeram ficar na história e na memória dos seus leitores. Como se o conto fosse um patamar de desenvolvimento que leva ao romance. Não, o conto é uma forma literária digna e complexa em si. Fonte de prazer para escritores e leitores. Eu pessoalmente, gosto muito de contos.&lt;br /&gt;Destaco alguns dos grandes contistas, onde há consenso geral neste aspecto: Edgar Allan Poe (1809-49), Anton Tckekhov (1860-1904), Honoré Balzac, Kafka, Tolstói com: A Morte de Ivan Ilitch, um dos melhores contos de sempre, o nosso Eça de Queiroz, Sophia de Mello Andersen, David Mourão-Ferreira, Machado de Assis, no Brasil. Na América: Sam Shepard (um escritor, não-escritor), Raymond Carver (um minimalismo perfeito e avassalador), Mark Twain, etc; nos nossos dias, na nossa terra, um excelente escritor de textos curtos: Pedro Paixão, a Luisa Costa Gomes, com a sua revista: Ficções, também ela escritora de contos, nesta revista apresenta-nos bons textos curtos de bons escritores. Ficções, também o título de um livro fenomenal de contos de Jorge Luis Borges (1899-1986). Que tem influenciado escritores e muitos atrevo-me a dizer. Faltará todo o universo de génios da escrita, mas estes foram lidos por mim ultimamente, e outros, obrigatórios irão ser lidos num futuro penso que próximo.&lt;br /&gt;Este texto é irregular e meio argumento. Que explique que não me levo a sério e que respeito quem escreve brilhantemente e ponho-me no patamar do aluno da Literatura autodidacta e entusiasmado. Apenas isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3919324770779266740?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3919324770779266740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/afinal-o-que-e-um-conto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3919324770779266740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3919324770779266740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/afinal-o-que-e-um-conto.html' title='Afinal o que é um conto?'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-2728731834232553054</id><published>2009-12-18T04:18:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T17:29:50.584-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Vera Sousa Silva escreveu "Traços do Destino" (Temas Originais)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SytzWnt7wGI/AAAAAAAAAjg/yZG-aNz0RTs/s1600-h/traÃ§os+do+destino.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416549809299112034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 75px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SytzWnt7wGI/AAAAAAAAAjg/yZG-aNz0RTs/s320/tra%C3%A7os+do+destino.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A escritora senta-se e escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Tiago, tens que ir depressa buscar a Beatriz. A minha mãe não a foi buscar e eu não sei o que se passa, não consigo falar com ela. Vai buscá-la, que eu vou directa para casa da minha mãe.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo se passa e a escritora descreve-o. A escritora pára de escrever e uma lágrima de memória traçou-lhe o rosto. A escritora continua a escrever e termina o seu conto: Traços do Destino. Dedica-o à sua mãe, falecida mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num outro dia, a escritora pensa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não esperes por mim para jantar.” São: Acasos.&lt;br /&gt;Mas não há verdadeiros acasos, pensa. Mas há acasos. Escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se chovia, mas se chovia, chovia como nunca. A escritora exclamou na sua voz interior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“… - Vês o que me obrigas a fazer?!?...” São: Fragmentos. De quê? Fragmentos de algo que se tentará colar peça a peça até concluir se valerá a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escritora continua e veste um: Vestido Vermelho. Olha-se ao espelho: “… Sentiu-se horrorizada. Estaria morta?...” Meu Deus, e se acontecesse? Sentou-se e escreveu. Sentiu um arrepio na espinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é uma: Vida de Luxo. Ou não? “… Estava linda, realmente linda e sorria feliz…” Continuou. O som das teclas, uma estranha simfonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite estava frio. A escritora ajeitou a lenha a queimar-se na lareira. Olhou pela janela. Cair da Noite e da Vida, pareceu-lhe um bom título. “A noite caía devagar…” A lareira exalava calor como uma espécie de respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leu: A Carta, “… sentada na sua cama…”. Leu novamente. As virgulas, que fazer com elas? Leu-a mais uma vez, desta vez, “… com lágrimas nos olhos…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu. A escritora escreveu. Afectos, afectos diversos. Lembrou-se dele que “… a aguardava com um sorriso repleto de ternura.” E se escrevesse sobre isso? E se escrevesse sobre o contrário disso? Afinal tudo tem um lado contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fundo da folha, a escritora parou. Chega, pensou. Levantou-se. Na cozinha, fez um café. Voltou e na estante tirou um livro pequeno de Tolstoi, uma tradução de: A morte de Ivan Ilitch. Leu um pouco. Que pensaria Tolstoi ou mesmo Tchékov deste livro que acabara de escrever?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou ao computador e emendou algumas vírgulas. Uma lágrima salgou-lhe o sabor. Acabou. Está pronto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dez. 09&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Livro editado pela editora: Temas Originais. Contos. A ler. A estréia de Vera Sousa Silva na prosa, após dois livros de poesia. Mais informação no blogue da autora e no site da editora.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-2728731834232553054?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/2728731834232553054/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/vera-sousa-silva-escreveu-tracos-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2728731834232553054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2728731834232553054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/vera-sousa-silva-escreveu-tracos-do.html' title='Vera Sousa Silva escreveu &quot;Traços do Destino&quot; (Temas Originais)'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SytzWnt7wGI/AAAAAAAAAjg/yZG-aNz0RTs/s72-c/tra%C3%A7os+do+destino.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-830360206990730640</id><published>2009-12-15T01:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T17:30:35.269-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>quarteto de gatos</title><content type='html'>… primeiro os gatos e a sua falsa timidez, um pouco de jazz para a grande sala, coltrane é sempre um valor seguro, ornette só nas noites de loucas de trovão e tempestade e apagão na cidade, para o anfitrião que apaga as luzes na grande sala e vira o grande maple para o janelão que dá para a grande rotunda, algum escuro e as sombras mexem ao ritmo das chamas da lareira, esta cidade é cinzenta e caos de animais à solta, zoológica sem lógica e deprimente por vezes, nova iorque de aldeia, envergonhada e viva, o anfitrião gosta e conhece-a, viveu ali, viveu acolá, agora está aqui e irá para lá, noutro dia, hoje, noite de chuva ficará na sua grande sala de luz apagada, coltrane ainda se ouve e esteve sol o dia todo, agora a chuva cai como bolotas aos porcos, que saem com as suas feias gabardinas cinzentas até ficarem encharcados como pintos, como dizem, entopem os autocarros que só faltava serem eles também cinzentos e pelas bocas fechadas vistas ao longe, não falam, suportam o inferno ou o inverno, a semelhança das palavras só facilita os poetas, em silêncio, eles suportam tudo em silêncio, quanto aos gatos são quatro e sempre silenciosos mas não o anfitrião não tem nenhum cinzento…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dez. 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-830360206990730640?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/830360206990730640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/quarteto-de-gatos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/830360206990730640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/830360206990730640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/12/quarteto-de-gatos.html' title='quarteto de gatos'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4957129200880900258</id><published>2009-11-18T01:50:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T17:30:59.212-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Gostas de Raymond Carver?</title><content type='html'>Queres vir ter a minha casa? É fácil vir aqui ter. Quando vires uma casa pequena com uma marquise grande, é exactamente aqui. Não há que enganar, no meio das mansões e belas vivendas com cães ferozes, há uma fatia de terreno com pinheiros. No meio, vivo eu. Eu sei, a casa é pequena, mas serve. Não preciso de uma casa banho maior. Não preciso dum quarto maior. Não preciso duma cozinha maior. Passo o tempo na marquise neste velho sofá, bebendo e ouvindo a chuva. Picasso, o gato, de vez em quando espreguiça-se e sai lá para fora, anda às voltas no terreno, finge que caça, o costume. Faz o que faz todos os outros gatos. É uma companhia que preenche espaços vazios de tempo, é um amigo que não chateia. Nunca se zanga. Fiel, posso dizer, vai mas volta sempre. Sempre. Quem não tem amigos que nunca mais voltaram? Bem, tu voltaste. Aqui estás tu, bela, jovem admirando um velho como eu, só porque escrevi umas coisas. Sabes a minha vida é incerta mas feliz. Vivo com pouco e tenho tudo. Sou casado com uma bela mulher que é minha vizinha. Ela continua a viver na sua casa. Dormimos de vez em quando juntos. Quando ambos queremos. Um amor sem obrigações e a deixar os dias correr. Como gatos meio civilizados. Os gatos nunca o fizeram totalmente. Nunca se deixaram amestrar, apenas o suficiente para uma saudável convivência com os de duas patas. Gosto de pensar que sou uma espécie de gato que permite algumas coisas mas não todas. Escrevo nas horas que acho que o devo fazer. Tenho os meus ritmos. Encomendo o comer ou cozinho. Pago bem a uma das vizinhas que me dê um jeito à casa e me traga umas compras. Passeio na praia aos fins de tarde. Que mais quero? De vez em quando lembram-se dos meus livros e compram-nos, vai-se lá saber porquê. Está a gravar? Grave à vontade. Não tenho segredos, nem esqueletos no armário. Nada que me possa envergonhar. Às vezes sinto saudades dos meus netos, gostava que me visitassem mais, mas nem isso é uma espécie de solidão. Olhe, ultimamente tenho lido muita poesia. Gosta de Raymond Carver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nov. 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4957129200880900258?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4957129200880900258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/11/gostas-de-raymond-carver.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4957129200880900258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4957129200880900258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/11/gostas-de-raymond-carver.html' title='Gostas de Raymond Carver?'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-6842554010321542470</id><published>2009-11-18T01:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T17:31:56.077-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Auto-domínio.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SwPDS658nkI/AAAAAAAAAjA/ogBBuFRC7f4/s1600/chelas+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405378707592093250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 58px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SwPDS658nkI/AAAAAAAAAjA/ogBBuFRC7f4/s320/chelas+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Auto de auto próprio. Ando de auto-móvel. Que nada tem de auto, se não for eu a carregar no acelerador e não virar a roda das direcções. O auto-móvel que pode ser auto-carro na origem das palavras. Mas auto-carro alguém disse que tem de ser os outros auto-móveis maiores e que levam mais gente. Auto-carro é auto-móvel e vice-versa. Multiplicaram-se como se vissem o filme dos monstrinhos que não podem estar em contacto com a água, coisa de Spielberg e agora onde devem andar ficam estacionados. São agora auto-imóveis. Pior, e nós lá dentro a ouvir rádios generalistas. A ouvir aos altos berros: I got a feeling… Tonight is a good night… i got a feeling… penso que era qualquer coisa como isto, repetido ao limite da tolerância animal. Sim, animal de volante. Aqueles que berram dentro dos seus ares condicionados, como se do outro lado, os ouvissem. Pelos gestos e teatralização das veias salientes nos pescoços de quem grita nos seus auto-imóveis penso que as mães dos público-alvo não iriam gostar. Coisa dos dias de agora. Dias sem auto-domínio. Sem auto-controle. Sem auto-disciplina. Longe vão os tempos dos auto de domínio próprio. E penso que virá o tempo do contrário dos auto. Os colectivo. Os colectivo-móveis. Todos podem entrar. Todos irão para os mesmos objectivos, o final da viagem. Todos terão colectivo-domínio sobre a sociedade. Nada incomodará. Tudo será para benefício de todos. Eu pensarei o que vai beneficiar o outro. E é isso que farei. O outro a mim, pessoa de eu. Todos para todos. Deixaria de haver colectivo-imóveis no maior parque de estacionamento da Europa, a segunda circular, logo a seguir à estrada da circunvalação do Porto, em tamanho mas não em importância. Sim porque os nortenhos, historicamente falando, são importantes. Eles são mais importantes que nós, foi por ali que começou Portugal, nós éramos mouros, infiéis muçulmanos. Vieram por aí abaixo e expulsaram-nos e formaram a nação. É bom lembrar isto, senão eles chateiam-se e eu gosto deles. Sempre gostei. Também, é preciso auto-domínio nestas coisas de terras, origens e etceteras. Senão cada um pegará nos seus auto-bolhas-egotistas e irá cada um para seu lado e ficará as baratas a reinar na casa abandonada e os Rolling Stones a grasnar na tele-fonia. E isto a propósito de… Ah, os auto-móveis. Bem esses estão muito bem onde estão, no museu-dos-santos-poluidores, um dia assim será. De vez em quando, em romaria vamos lamber os vidros e admirá-los num sagrado ritual e rimo-nos às gargalhadas. A alta tecno-logia ao serviço dos nossos umbigos só resultou em fumarada e poluição e agora vamos pedalar que nos lixamos. E que bem que sabe o auto-domínio das pernas agora sim, bem musculadas. Até já, vamos ver quem chega primeiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nov.09 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-6842554010321542470?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/6842554010321542470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/11/auto-dominio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6842554010321542470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6842554010321542470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/11/auto-dominio.html' title='Auto-domínio.'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SwPDS658nkI/AAAAAAAAAjA/ogBBuFRC7f4/s72-c/chelas+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3581504468576825920</id><published>2009-11-18T01:46:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T17:32:22.298-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Persuasão.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SwPC0Bm7lWI/AAAAAAAAAi4/bTm7aBcUkjs/s1600/chelas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405378176815437154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 133px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SwPC0Bm7lWI/AAAAAAAAAi4/bTm7aBcUkjs/s320/chelas.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A capacidade de convencer os outros com os nossos argumentos de que alguma coisa é o que é. Poesia pode ser persuasão. Se não o for, pode ser má poesia. E pode não ser. A política prostitui-se com o ideal encenado da persuasão. Convencem-se a si próprios. Pouco mais. Os muitos estão lá por outros motivos. Também eles os motivos, persuadidos. Religião é persuasão. Pura. Persuadidos a crer que Deus existe e Deus existe. Veja-se na nossa terra, persuadidos a crer que houve milagre, houve milagre. Um dia vão descobrir que não houve milagre e os homens de saias terão de fugir como esfomeados africanos que agora o fazem e toda a gente fecha a porta. Mesmo que toda a gente esteja persuadido que têm mesmo fome. Mas até a persuasão da religião, já que se fala nela, tem esvaziado o seu corpo feito de gás hélio, enquanto ele existir retido, manter-se-á no ar. Diluído não sustêm nada. Nem com persuasão. Um dia tudo se irá diluir na realidade. E a realidade terá a força da persuasão. Enquanto isso vamos inventando paraísos para nos entretermos. E inventamos infernos para os outros, os que estão lá fora. E estou persuadido que a maioria até são africanos. Os que estão lá fora. Os outros. Iguais como nós mas diferentes porque fomos persuadidos que sim. Portanto, meu amigo se estás aqui pela poesia, tens de persuadir os que lêem que sim. Se nem a ti consegues persuadir, como queres que o outro acredite? Vai e acredita. Faz os outros acreditar. Se não consegues, tenho-te de te dar a notícia: não és poeta. Mas podes ser outra coisa qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nov. 09 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3581504468576825920?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3581504468576825920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/11/persuasao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3581504468576825920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3581504468576825920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/11/persuasao.html' title='Persuasão.'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SwPC0Bm7lWI/AAAAAAAAAi4/bTm7aBcUkjs/s72-c/chelas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-6490424336671267516</id><published>2009-10-27T07:01:00.000-07:00</published><updated>2010-02-05T17:33:05.962-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Diana Krall, porque gostas?</title><content type='html'>- Gostas porque é loura. E boazona.&lt;br /&gt;- Ora, ouve.&lt;br /&gt;- É ela que toca?&lt;br /&gt;- Sim, o piano é. Ouve. Ouve-me esta.&lt;br /&gt;- Sim, gosto desta, mas é quase sempre o mesmo.&lt;br /&gt;- Ouve. Que é que interessa ser loura? Nem é assim tão bela quanto isso.&lt;br /&gt;- Boazona.&lt;br /&gt;- Achas? Ouve. Esta é uma canção do Tom Waits.&lt;br /&gt;- Quem diria. Achas que teria a fama que tem se…&lt;br /&gt;- Ouve. Lembras-te daquele filme do Clint Eastwood, em que faz de jornalista alcoólico e…&lt;br /&gt;- Outra vez? Quantas vezes, vais dizer o mesmo? Sei bem qual é a canção.&lt;br /&gt;- Ouve…&lt;br /&gt;- Gosto desta.&lt;br /&gt;- Afinal gostas de Diana Krall…&lt;br /&gt;- De algumas.&lt;br /&gt;Out. 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-6490424336671267516?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/6490424336671267516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/10/diana-krall-porque-gostas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6490424336671267516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6490424336671267516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/10/diana-krall-porque-gostas.html' title='Diana Krall, porque gostas?'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-5168019907525529374</id><published>2009-10-22T06:32:00.001-07:00</published><updated>2010-02-05T17:33:46.722-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>A Ninfa Inconstante – Guillermo Cabrera Infante</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SuBfFGQRERI/AAAAAAAAAig/SXCumFZMuao/s1600-h/ninfa.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395416894772678930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 85px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SuBfFGQRERI/AAAAAAAAAig/SXCumFZMuao/s320/ninfa.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Acabei de ler este romance póstumo de Cabrera Infante, escritor cubano que vivia&lt;br /&gt;exilado na Europa e a partir de 1966 em Londres, onde morreu no ano de 2005.&lt;br /&gt;Leitura rápida e prazerosa. Narrativa cheia de humor, ironias e referências literárias e cinematográficas. Um jogo de linguagem vibrante.&lt;br /&gt;O autor e narrador relata os seus avanços e recuos no relacionamento de uma invulgar rapariga e mulher de nome Estela. Achei interessante as alusões aos chamamentos de Stella, a personagem do filme tirado da peça de Tennesse Williams: Um Eléctrico Chamado Desejo, pelo personagem encarnado por Marlon Brando. Os episódios de encontros e desencontros desta ninfa de facto muito inconstante passam-se na Havana, antes da revolução, em 1957.&lt;br /&gt;Foi um imenso prazer ler este livro. Aconselho. Editado este ano, ou no ano passado pela Quetzal. Bonita capa. Boa, quem fez a capa… tenho de ir ver… Quando lerem, verifiquem. Mexam-se, vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 Out. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-5168019907525529374?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/5168019907525529374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/10/ninfa-inconstante-guillermo-cabrera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5168019907525529374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5168019907525529374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/10/ninfa-inconstante-guillermo-cabrera.html' title='A Ninfa Inconstante – Guillermo Cabrera Infante'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SuBfFGQRERI/AAAAAAAAAig/SXCumFZMuao/s72-c/ninfa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3103302416234934237</id><published>2009-10-07T16:09:00.000-07:00</published><updated>2010-02-05T17:34:18.567-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Sam Shepard – O Grande Sonho do Paraíso (Histórias) – “Great Dream of Heaven: Stories” 2002</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/Ss0f4T0zZwI/AAAAAAAAAiY/Wki7qkz1vOA/s1600-h/Gr.+Sonho+do+ParaÃ&amp;shy;so.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389999381287233282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 68px; CURSOR: hand; HEIGHT: 110px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/Ss0f4T0zZwI/AAAAAAAAAiY/Wki7qkz1vOA/s320/Gr.+Sonho+do+Para%C3%ADso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Livro publicado pela Relógio d’Água, dele disse Richard Ford, transcrito na contra capa:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Estas histórias são extraordinárias, a um tempo intuitivas e bem urdidas, imprevisíveis para nossa satisfação, sofisticadas, irreverentes, inteligentes sobre questões humanas importantes, muitas vezes delicadas, oferecendo sempre o prazer puro da leitura.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sam Shepard é um excelente escritor de pequenas histórias. Completo assim a leitura deste escritor e actor, após Motel Chronicles, Hawk Moon, Cruising Paradise e da peça: Fool for Love, também encenada em tempos cá entre nós.&lt;br /&gt;Neste livro, de 18 histórias, aprecio principalmente a que dá título ao livro, que nos fala de dois velhos cowboys e a sua luta pelos dias que se escoam na velhice.&lt;br /&gt;Não era Proust, nesta história um casal tem o costume de se sentarem ao pé de um lago, anos a fio e conversarem sobre recordações.&lt;br /&gt;O Homem dos Remedeios, novamente os cavalos, as recordações paternas e um tempo que já não existe.&lt;br /&gt;A Meio Caminho de Coalinga, certo homem fala à mulher que abandona, desta vez não volta mais. O Olho que Piscava, um falcão atropelado e o seu olho assustador e assustado, narrativa nervosa. Os Gatos de Betty, certa mulher na pobreza não abandona os seus gatos. Estrangeiros, verdadeiramente americano. E muito mais, para mim, livro a reler de vez em quando, como Motel Chronicles, que muito aprecio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3103302416234934237?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3103302416234934237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/10/sam-shepard-o-grande-sonho-do-paraiso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3103302416234934237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3103302416234934237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/10/sam-shepard-o-grande-sonho-do-paraiso.html' title='Sam Shepard – O Grande Sonho do Paraíso (Histórias) – “Great Dream of Heaven: Stories” 2002'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/Ss0f4T0zZwI/AAAAAAAAAiY/Wki7qkz1vOA/s72-c/Gr.+Sonho+do+Para%C3%ADso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4213121563365070370</id><published>2009-08-28T07:36:00.000-07:00</published><updated>2010-02-05T17:34:50.126-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>As palavras gastam-se?</title><content type='html'>***&lt;br /&gt;Eternidade: viver muito tempo. Palavra utilizada em perfumes. Na religião e poesia de postal. Todos os dias morrem milhões. Inocentes, claro. Que diriam eles. Como disse certa tia que tenho, actualmente com 94 de idade e doente: “A desvantagem de viver muito é que vemos toda a gente morrer.” O que não tem piada nenhuma. Palavra metafórica, esta sim gasta-se e perde força e significado. Ficando apenas uma palavra bonita e musical, que o é.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Paixão: surge e desaparece. Tempestade de emoções. Não confundir com outros sentimentos. O que frequentemente acontece. Talvez por ser rica e gulosa, a palavra.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Luxúria: engana-se frequentemente com a paixão. Trocam de lugares e vestes. Os incautos dormem com uma pensando que é a outra.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Amor: andamos a gastar o verbo e uma doce ilusão abate-se sobre nós. Talvez o melhor remédio. Só resulta se o tomarmos e o pormos em prática. Temos de fazer mais amor, portanto. Em todos os sentidos. Menos guerra. E já sabemos isso faz séculos. Amor, amor, amor, vejam como a palavra resiste. Fascinante.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Poesia: sei que Camões sabia o que era e poucos mais. Passa de geração em geração. Certas gerações pensam que é lixo e deitam-na fora. Mas na geração seguinte é recuperada. Senão seríamos corpos sem luz.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Sumol: até se bebe.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Pornografia: genitais a entrar e sair e teatro de gemidos. Sempre que entra na literatura, a literatura sai. Henry Miller é único. O tempo era único. Não dá para repetir. Viveu o que escreveu. O que geralmente não acontece. Anais Nin optou por dar aos outros o que eles queriam, não queriam literatura, queriam sexo. Escrever sobre isso, foi uma forma de sobrevivência, sem ter de ter um emprego das 9 às 5, como se dizia. E isto diz quase tudo.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Sexo: industria. És utilizado ou utilizas. Obsessões e equívocos. Porta entre a saúde e a doença. Mental e corporal. Noventa por cento é mito e os outros dez, estamos a descobrir ainda. Aids ou Sida ou as doenças venéreas dos poetas, fizeram-nos abrandar. Nem por isso deixamos de nos obcecar, outra vez e mais uma vez… até ao eterno… somos assim uma espécie de animal perverso de carnalidade, com a agravante ser um animal que pensa.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Deus: não tem barbas nem são brancas. Esquecemos a origem da palavra. Banalizamo-lo frequentemente. Existe e vê tudo. Está aqui. Embora fora do TEU coração. Prova-se, respirando. Sempre que o fizeres, saberás se existe. O famoso tetragrama de quatro consoantes hebraicas, as vogais eram ditas e não escritas, por isso não sabemos hoje com certeza, como se pronuncia; traduzido quer dizer: “ele causa que venha a ser”. Ou seja, ele revela-se. A preocupação com a sua existência aos nossos modos, não faz sentido. Ele revela-se. Sem fronteiras, sem preconceitos, sem obstáculos. Senão, no mundo racional, já tínhamos abandonado esta ideia e não o fazemos. Talvez porque seja mais do que uma ideia.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Diabo: ri-se disto tudo. Mora provavelmente em Washington.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Anjos: segundo a Bíblia, servidores públicos. Não habitam nos livros infantis, nem são bailarinos de asas. Muito menos garçons (a quem se pode pedir tudo) de gente sem imaginação. Não aparecem. Tem que fazer.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Verdade: fugimos dela. É doença que dói que se farta. Mas ficamos bem em tê-la como estandarte. O que ás vezes, é um fingimento.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Orgasmo: aqui e ali, em todo o lado. Verdadeira obsessão. Metáfora malandreca ( não vejo onde) muito utilizada, até na poesia. Objectivo da literatura?&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Amizade: fica bem e é tão bonito. Mesmo que se confunda com aquela palavra que descreve o que se aparenta e não se sente, nem se é, hipo… hipopótamo, penso que é isso.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Vagina e Pénis: utiliza-se pouco. Apenas as vertentes comparativas, metafóricas ou equivalências populares e brejeiras. Aqui revela que não somos assim tão modernaços e vivendo no século vinte e um. Mas já não estamos na época medieval, mas ainda não saímos da adolescência da história da humanidade. A avaliar pela pseudo-criação literária ou não, obcecados estamos com estes objectos anatómicos, mas pouco falamos abertamente, de frente a frente. Bela peça de teatro, do tal monologo. Vão ver. Autêntica catarse. Precisamos todos de muita psicanálise.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Cancro: uma palavra diabólica que nos assusta. Um tabu. Esta não se gasta. Não vá o diabo tecê-las. Já viram como ele existe, o diabo? Influencia-nos na nossa maneira de agir, pensar, falar. É maléfico até mais não. Cancro e Diabo, um é a criação do outro.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Mulher/Homem: fundem-se como rivais. Não há outras melhores. As palavras e tudo o mais. É preciso amá-los, com dignidade.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Mescal/Absinto: Bem, isso… sou eu. Estou viciado na sonoridade destas palavras ao serem pronunciadas e há outras mais. Que posso eu dizer destes venenos? Bebi uma vez mescal e meia dúzia de vezes o remédio anizado que faz ter visões depois duma garrafa ingerida. Mal bebo. E sinto-me bem assim. Já lá vai o tempo.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Rosa: sempre a mesma flor. Símbolo da beleza. Haverá sempre rosas e espinhos.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Saudade: esta não se gasta. Usem-na o mais que puderem. É nossa e é especial. Tão portuguesa, diria mais, tão lusa. Nem no universo anglo-saxónico existe. Eles que se roam.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Magia: é tão utilizada, que me parece que todos querem no fundo ser bruxos e feiticeiros. Sejam-no na poesia. Se conseguirem. Poucos, poucos…&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Felicidade: acompanha-nos desde cedo e perseguimo-la. Ainda não nos apercebemos que é apenas uma palavra. Bem-estar, basta-me. E paz… olha outra. Também, especial e intocável, penso.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Esperança: nunca morre. Parece-me verídica esta ideia.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Jazz: milhentas referências. Não? Bem… lá estou eu a confundir as coisas… passemos à frente.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Mar/Rio: o fascínio pelo mar e o recurso: “… como um rio…”, quem nunca utilizou esta expressão? E não me parece que as tenham gasto. Mas são muito frequentes.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Fogo: tudo é incendiado. Temos fogo dentro de nós. Os sentimentos e emoções fortes são e serão sempre fogo. Metáfora campeã em séculos de história de escrevinhadores. Não acham. Estará gasta? Não sei responder, por esta altura, já não estou tão cansado com certas expressões. Por pensar nelas, começo novamente a amá-las. O que é estranho, ou não.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Lágrima: deitam-se e deixam-se verter pelos cantos e recantos de tantos sonetos e poemas vários. Será o poeta um choramingas ou este acto é parte do seu trabalho de sofredor?&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Luso: esta passei a amar e gosto de ser luso. E não se gasta. Afinal quais são as que se gastam? Já não sei. Projecto falhado de respostas concisas. Talvez a solução esteja em fazer tudo de novo. Mais uma vez. Outra. E outra…&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;(Texto dedicado às palavras, com muitos erros à mistura e pouca linearidade, porque qualquer expressão muda momento a momento e nunca deixa de ser alterada. Por isso é necessário os poetas, não deixar a Língua morrer, nem ficar entorpecida de tão estática. Viva a poesia!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 Jul. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado: Luso Poemas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4213121563365070370?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4213121563365070370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/as-palavras-gastam-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4213121563365070370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4213121563365070370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/as-palavras-gastam-se.html' title='As palavras gastam-se?'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-2243293368589446807</id><published>2009-08-28T06:20:00.000-07:00</published><updated>2010-02-05T17:35:31.965-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O meu amigo quer falar e eu ouço-o</title><content type='html'>Pedi uma cerveja. Pus a garrafa à sua frente. Ele levou-a à boca. Dizia que era assim que gostava de beber. Para mim, veio um copo. Ele coçando a barba, falou:&lt;br /&gt;- Declaro a falência da demo-cracia. Demo = demónio, Diabo. Cracia = governo. Governo do diabo. Puseram o povo a votar, vai povo, escolhe e sê livre. Mas, em quem escolhemos? Espera, povo, nós, aristocratas escolhemos primeiro e dos que nós escolhemos primeiro, vocês escolhem um deles para governar. Mas para todos os efeitos são vocês o povo que escolhem, está bem? Em prol de quê? De princípios imutáveis, como Liberdade, Solidariedade, Direitos Humanos… Parece-vos bem? Então vamos a isso. Palavras sonantes. Por detrás das palavras, nada de substancial. Pouco muda. E agora? Quem aguenta tanta ilusão? E o povo não se revolta, estranho. Este povo aguenta tudo. Penso que deixou de ser povo, aliás. Agora é gente. Pensam. Passeiam-se nas suas filosofias. Gente, antes assim. Que saibam sê-lo. Homens e mulheres, construtores de futuros. Que reabilitem a verdade, toda ela. Que não sejam derrotistas e medrosos, séculos de medo da verdade. Antes assim para os novos aristocratas, com outros nomes, assim podem legitimar a governação em que o mundo está em crise, de valores e de pão. Mas a crise dá a ganhar milhões aos novos da elite, se estes forem, outros virão. Quanto ao povo. Já nem povo é. Interessante a historicidade deste termo: povo. Sendo todos, o povo, imaginemos todos a tomarem posição, motivados e completamente zangados, sinceramente desiludidos? É de assustar. Sempre que esta massa de gente se une, traz o pavor e o caos atrás de si. Apoderam-se como cães esfomeados do último pedaço de carne. E muitos, verdade seja dita, estão esfomeados. Esfomeados de vida, dignidade e respeito. Dar-lhes a liberdade de opção, entre um prato de carne podre e um de espinhas de peixe, não tem resolvido o problema.&lt;br /&gt;Por isso milhões, viram-se da demo-cracia para a teo-cracia. Teo = deus. Cracia = governo. Aceitam tradições e aceitam a historicidade da igreja local. Os que aceitam a verdade, são escorraçados. Aqui a verdade não é estimada. Que verdade? Por exemplo, Deus ou existe ou não existe. Não existe às vezes ou faz férias. Inventá-lo é inútil. Aceitemos o que há. Religiões que seguem tradições, ritos e manias sem verdade, para que servem? Para transformar isto num caos e há séculos que é assim. Matam-se como moscas porque são iluminados e escolhidos. Escolhido mata escolhido. O que por si só revela se foram escolhidos e porque deus. Um deus do mesmo bairro, o que é uma aptidão fraca no assunto dos deuses. Por isso já sei como vamos acabar, matando-nos uns aos outros, já lá vai milénios de motivos inventados. Por isso e muito mais ou menos, declaro falência de todo um sistema que está a mostrar a sua realidade e função. Está tudo à vista. Tudo se prova a si mesmo. A verdade é o que queremos que ela seja. Olhem que não. Por falar nisso, quem sou eu para declarar o fim ou o início de algo? Não sei… o lugar pareceu-me vago e ninguém por perto. Já agora, declaro-me rei, sim rei desta floresta de abetos cimentados e dos urubus que a habitam, algumas fêmeas bem jeitosas, olhem a forma como abanam as caudas, que atraente… assim vai o poder. É ocupado sucessivamente por quem o deseja, corrompendo-se. Desculpem, algo faliu e ainda não saiu o edital.”&lt;br /&gt;Ele falou e eu ouvi. Acenei afirmativamente a algumas coisas que disse. E compreendi tudo o resto. Faz para vinte anos que nos conhecemos. Um ao outro. Tem muito significado o que não se diz.&lt;br /&gt;- Queres outra cerveja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12/28 Ago. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado no site: Luso Poemas com algumas alterações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-2243293368589446807?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/2243293368589446807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/o-meu-amigo-quer-falar-e-eu-ouco-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2243293368589446807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2243293368589446807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/o-meu-amigo-quer-falar-e-eu-ouco-o.html' title='O meu amigo quer falar e eu ouço-o'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4041601763898069295</id><published>2009-08-26T06:19:00.000-07:00</published><updated>2010-02-05T17:36:32.243-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>memórias paradas em ruínas do tempo – parte dois</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpU2oGfFA1I/AAAAAAAAAfg/9tD8AyzcKu8/s1600-h/Img064.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374261792900186962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpU2oGfFA1I/AAAAAAAAAfg/9tD8AyzcKu8/s320/Img064.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; subimos e subimos a escadaria louca e bêbeda sempre às voltas e sempre às voltas e sempre às voltas… sem parar tontos e tontos chegamos ao ultimo quarto da torre um duplex medieval e limpo enormes janelas davam para o vale para os campos cultivados e a planície estendia-se colorida pelos horizontes eu disse que viveria ali tu disseste-me que eu era louco e eu era louco mas menos muito menos na tua presença na tua companhia contigo e contigo mesmo sem a tua presença despimo-nos banhamo-nos e banhamo-nos um no outro e fiz ovos e tu uma espessa limonada torrei pão e tu fritaste qualquer coisa que correu mal e vimos televisão com dois canais apenas e dormimos e li-te um dos livros de Moisés um que fala de um pobre homem que perde tudo e dormimos na noite e na madrugada e o nascer do sol brilhante e puro manhãs de planície bicicleta e uma volta de canoa pelos canais até faltar o dinheiro e os nossos amigos nos levarem num velho biplano e de comboio e de táxi a cair aos bocados até ao aeroporto onde embarcamos carregados de lágrimas e sacos de saudade falando outra língua a língua do amor e da amizade sem fronteiras chegamos a casa nos canais do grande rio na nossa barcaça duplex onde vivem também outras famílias sempre flutuando na cidade submersa que outrora fora seca e movimentada e aqui é tanto a nossa casa como outro local qualquer penso eu sim penso eu…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 Ago. 09&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4041601763898069295?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4041601763898069295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/memorias-paradas-em-ruinas-do-tempo_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4041601763898069295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4041601763898069295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/memorias-paradas-em-ruinas-do-tempo_26.html' title='memórias paradas em ruínas do tempo – parte dois'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpU2oGfFA1I/AAAAAAAAAfg/9tD8AyzcKu8/s72-c/Img064.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8960180151807885531</id><published>2009-08-26T06:18:00.001-07:00</published><updated>2010-02-07T15:11:26.398-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>memórias paradas em ruínas do tempo – parte um</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpU2OBD9R1I/AAAAAAAAAfY/5XDvQWf-iJo/s1600-h/Img063.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374261344767657810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpU2OBD9R1I/AAAAAAAAAfY/5XDvQWf-iJo/s320/Img063.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; soalho de madeira molhada encardida manchada escura gasta a meio do corredor um móvel com livros cheios de pó poeira dos tempos que subiu os anos e não se deteve e consumiu as letras fazendo-as perder o negro consumindo os bonecos desenhados o móvel digerido pelas teias que o mastigam tão lentamente quanto o esterco da eternidade vejo um corredor imenso vejo os passos invisíveis de quem lá viveu vejo fotografias descoloridas de memórias que ninguém recorda numa foto um casal casa e sorri o sorriso dos tempos perdidos noutra foto um bebé numa colcha com pavões livros e livros alguns caídos no chão um deles aberto de poemas e um desenho de uma caravela luz vem luz do fundo do corredor onde seria a cozinha pombos festejavam uma grade de varanda meio descolada da parede e os vidros foscos partidos ouvia-se o som de vozes e automóveis vindos da rua uma marquise um pátio escuro com olhos de janelas pequenas sem vida sufocante o ar e terrivelmente só num dos quartos uma cama por fazer e o esqueleto do que fora uma mulher nos ossos da sua mão um escova com alguns cabelos presos dir-se-ia em paz encostada a uma almofada aos seus pés uma caixa de cartão com cartas e fotos escuras e comidas pelos insectos devoradores do tempo do tempo que passa num só corredor sempre veloz e constante dizemos nós cruel porque não pára porque não pára porque não pára…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 Ago. 09&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8960180151807885531?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8960180151807885531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/memorias-paradas-em-ruinas-do-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8960180151807885531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8960180151807885531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/memorias-paradas-em-ruinas-do-tempo.html' title='memórias paradas em ruínas do tempo – parte um'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpU2OBD9R1I/AAAAAAAAAfY/5XDvQWf-iJo/s72-c/Img063.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-7210333986232620258</id><published>2009-08-26T06:09:00.001-07:00</published><updated>2010-02-07T15:16:14.087-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='algumas leituras'/><title type='text'>Roberto Bolaño – Estrela Distante</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpU0LZFNw9I/AAAAAAAAAfQ/IGhobdl5dt0/s1600-h/estrela+distante.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374259100652520402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 298px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpU0LZFNw9I/AAAAAAAAAfQ/IGhobdl5dt0/s320/estrela+distante.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este conhecido escritor chileno, dono de uma narrativa rápida e viciante, falando de poetas, vanguardas, experiências de vida, politica, revoluções, desaparecimentos e de um estranho personagem com várias identidades, assassino, poeta, artista e aviador que passa toda a obra como uma figura misteriosa; faz-nos perder uma noite ou duas para lermos este livro editado cá, recentemente, de um só fôlego. Eu pensava que só Gabriel Garcia Marquez escrevia assim. Engano o meu. Que sei eu? Que sei eu? Fico com esta questão, agora mais do que nunca. E lamento que Bolaño tenha vivido uns meros 50 anitos (1953-03). Ora, porra para isto, que a vida é cruel, injusta e é o que é.&lt;br /&gt;Agora, preparado finalmente para os Detectives Selvagens e se calhar nada preparado para 2666, que deve ser de ARRASAR!&lt;br /&gt;Excelente literatura, sem dizer muito.&lt;br /&gt;Se puderem passar este livraço de apenas 150 páginas que se lê enquanto se saboreia um mojito, à frente na vossa lista de livros-que-deveriam-ler-mas-nunca-mais, façam-no e façam-no… hoje. Amanhã, podemos estar mortos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-7210333986232620258?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/7210333986232620258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/roberto-bolano-estrela-distante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7210333986232620258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7210333986232620258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/roberto-bolano-estrela-distante.html' title='Roberto Bolaño – Estrela Distante'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpU0LZFNw9I/AAAAAAAAAfQ/IGhobdl5dt0/s72-c/estrela+distante.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8982406283197531360</id><published>2009-08-26T03:30:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:17:45.084-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>As casas dos poetas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpUPBvpxBsI/AAAAAAAAAfI/0G82luZ_di8/s1600-h/rodanthe+house.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374218252982486722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 87px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpUPBvpxBsI/AAAAAAAAAfI/0G82luZ_di8/s320/rodanthe+house.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra-se pela porta. A porta é de boa madeira, envernizada e simples. Apenas com uns efeitos vulgares e um pequeno óculo, à altura de um metro e sessenta. No hall de entrada, pequeno, uma porta de abre-e-fecha à direita, o acesso a uma pequena cozinha. Duas portas com vidros, à esquerda, acedendo a um salão com lareira e sofás virados para uma grande varanda com vista para as dunas e para o mar, um pequeno bar e uma mesa enorme de jantar. Ao fundo da sala, as escadas para o andar superior e novo acesso para a cozinha, para a cave e para o exterior nas traseiras. Subindo as escadas, uma pequena sala e um corredor para a direita e esquerda para os quartos. A escada continua, para o sótão, onde fica o recanto do poeta e a biblioteca.&lt;br /&gt;A casa apesar de ser uma construção em alvenaria, com cimento e tijolo, tem partes em madeira. Nesta casa simples e pequena, o poeta passa a maior parte do ano, a escrever, secretariado pelo mar e a solidão das areias que o vento levanta. O mar ouve-se, agreste, sinfonia para os seus ouvidos.&lt;br /&gt;Neste momento, o poeta senta-se no areal, a poucos metros da água, com uma tradução brasileira de Tennyson, acabara a obra completa de Ruy Belo e de Alexandre O’Neill. Pensava conhecer melhor o seu semelhante, mas sempre convicto da complexidade do factor humano. É público para uma apresentação teatral de muitas ondas que se volteiam para seu aplauso silencioso. O pôr-do-sol desvanece-se para dar lugar à escuridão lenta e fria. O poeta retorna. A noite assume-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 Ago. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixa de New Orleans. O poeta de barba por fazer, sentado a uma mesa de madeira rústica, com uma máquina de escrever olivetti. O poeta sabe que se inventaram os computadores portáteis e que um deles descansava na sua mala por abrir. Mas aquela velha máquina já vinha com o quarto. O poeta, suado, a adaptar-se ao calor, sempre ficava naquele quarto e naquele velho hotel virado para a Bourbon Street, a rua onde tudo se passa e toda a gente enlouquece. Nada era como dantes. Sentia a cidade a morrer. Sentia que os milhares de visitantes a enegreciam. Sentia que a pobreza e o miserabilismo das construções históricas e das gentes, não dava mais para se esconder. Talvez a América tenha começado a cair junto à curva do rio Mississipi e da velha cidade das folias e do vudu. A cidade dos blues e do jazz, há muito tinha deixado de o ser, uma cidade a cair e a morrer. Ainda com Carnaval e dixieland mas já em estertor.&lt;br /&gt;Mas o poeta sempre voltava. Aquele quarto com uma pequena casa de banho e sem televisão. Com duas portas para uma varanda de protecções metálicas trabalhadas, onde ao anoitecer sempre observava o mundo, dois andares abaixo. Escreveu uma frase, observou o vermelho da garrafa de Wild Turkey a seu lado. Deitou-se na cama e observou o tecto já escurecido. Um perfume a jasmim e ruídos da rua. Fechou os olhos e sorriu. Novamente em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 Ago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;três&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo poemas sentado na minha oficina de carpintaria. Moro no andar superior, tudo construído pelas minhas mãos. Ao lado, o bar de Zé. Zé é um amigo e primeiro leitor dos meus poemas épicos e longos. Um dia destes ofendeu-me, em me sugerir que devia escrever poemas curtos, tipo haikais, não devia estar bom da cabeça, sou lá chinês. Depois percebi que cometera uma gaffe e pedi-lhe desculpa. Pagou-me em cerveja, que nem estava muito fresca, nem era preta.&lt;br /&gt;Daqui vê-se a baia e toda a encosta coberta de verde. Gasto a manhã aplainando uma peça feita por encomenda, uma secretária com três gavetas. Ao lado da oficina, a garagem onde guardo a velha carrinha Ford, que não deixo morrer, apesar de acusar velhice motora há muito, mas morrerá quando eu quiser.&lt;br /&gt;Por cima da oficina, sobe-se uma escada que me leva a uma sala com um enorme sofá e uma série de portas, quarto, lavabos, sauna e uma pequena cozinha com varanda para a frente da casa, alpendre onde tomava as refeições e dormia na sua cadeira de descanso. Ao lado um banjo com um braço enorme.&lt;br /&gt;Aparecem amigos a ver a obra de arte e perguntar por mais poemas. Recito uns excertos e vão satisfeitos, sem me deixar o frigorifico a zero de bebidas frescas com espuma. Puma, um velho gato andava por ali, inspeccionando e equilibrando-se entre restos de madeira. Ouvia-se Nat King Cole nas colunas e acho que trauteei um pouco a sua Route 66, ou seria outra…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 Ago. 09&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Imagem tirada do Google, casa que aparece no filme "Nights in Rodanthe" com Richard Gere e Diane Lane, filme fraco no meu ponto de vista, o protagonismo está todo na casa. Fiquei desiludido, esperava mais destes dois, como já os vi... Bem, de toda a forma, lembrei-me de pôr aqui a imagem da casa, sem pedir licença a ninguém...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8982406283197531360?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8982406283197531360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/as-casas-dos-poetas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8982406283197531360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8982406283197531360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/as-casas-dos-poetas.html' title='As casas dos poetas'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpUPBvpxBsI/AAAAAAAAAfI/0G82luZ_di8/s72-c/rodanthe+house.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-7738928561645774869</id><published>2009-08-25T06:17:00.001-07:00</published><updated>2010-02-07T15:17:06.075-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O velho bairro, o velho rio</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpPkmJQMg4I/AAAAAAAAAfA/tjoIL4xbhy4/s1600-h/Img065.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373890124353143682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpPkmJQMg4I/AAAAAAAAAfA/tjoIL4xbhy4/s320/Img065.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Melo entrou no hipermercado e dirigiu-se à banca cheia de livros com preços baratos. Pegou num livro de Hunter S. Thompson e sorriu. Comentou com o homem ao lado que o filme era a coisa mais alucinada que havia visto. O homem sorriu e caminhou para longe.&lt;br /&gt;Saiu e caminhou pelas ruas do seu velho bairro dos Olivais, populoso a oeste na cidade de Lisboa. Como se sabe, este bairro visto de cima, é uma tela de Rauschenberg. Isto é, se Melo tivesse um velho biplano e o pudesse sobrevoar.&lt;br /&gt;Melo foi feito para caminhar. Tinha pernas enormes. Foi feito para andar dum lado para o outro a observar tudo, a sorrir e meter conversa com toda a gente. Tinha metro e noventa, magro, barba e nunca abandonava um chapéu de palha, pequeno chapéu de palha que havia nascido na sua cabeça. Usava óculos e andava sempre de mãos nos bolsos.&lt;br /&gt;O que fazia Melo na vida, era uma questão que se punha com frequência e as respostas eram sempre interessantes.&lt;br /&gt;Melo naquele momento, não havia comprado o livro do escritor e jornalista louco, e resolveu ver o rio, o seu velho rio, como o deixava bem disposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 Jul. 09&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-7738928561645774869?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/7738928561645774869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/o-velho-bairro-o-velho-rio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7738928561645774869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7738928561645774869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/o-velho-bairro-o-velho-rio.html' title='O velho bairro, o velho rio'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpPkmJQMg4I/AAAAAAAAAfA/tjoIL4xbhy4/s72-c/Img065.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-9122960225920459001</id><published>2009-08-25T06:12:00.001-07:00</published><updated>2010-02-07T15:18:16.785-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>chovia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpPjbOrj8lI/AAAAAAAAAe4/NUmWyyZRSKA/s1600-h/Img068.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373888837319914066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpPjbOrj8lI/AAAAAAAAAe4/NUmWyyZRSKA/s320/Img068.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; - depois, chovia e chovia e não parava – uma daquelas noites de chuva, com imenso vento, que açoitava os vidros da janela do quarto de Débora como uma alma desesperada por entrar no seu casulo de depressão – Débora levantou os olhos do seu livro que lhe tinha tirado o sono e decidiu ligar à sua ex-melhor amiga, Ana, que após casar fazia para dois anos a havia praticamente esquecido – ela e todos – ninguém quer grandes relacionamentos com uma solteirona, depressiva e que falava pelos cotovelos sem parar e sem medir o que dizia – uma estranha doença por classificar – Débora digitou o numero e aborreceu-se com a mensagem e decidiu deixar uma longa, longuíssima mensagem a Ana, ex-qualquer coisa –&lt;br /&gt;- Ana, sei que não estás – por favor, não desligues, ou por outra não apagues esta mensagem antes de chegar ao fim – por favor, peço-te – por favor, querida amiga, eu sei que não nos vimos há muito – sabes, a minha vida é um problema enorme por resolver -&lt;br /&gt;- numa daquelas noites de chuvas torrenciais e constantes sovadas a vento frio, da janela via-se os néons das lojas e a água escorrendo pelas paredes de tijolos escuro e sujo, uma rua só, entre candeeiros e alguns carros estacionados, uma cabina telefónica, e o gradeamento ao fundo do quarteirão, que separava a linha de comboio –&lt;br /&gt;- Débora deitada na sua cama, aos pés dormindo Isís a gata molengona e gorda, roupa espalhada pelo chão, livros e alguns discos –&lt;br /&gt;- a chuva adensa-se e fustiga a janela ruidosamente como um espírito inquieto e nocturno, os travões do ultimo autocarro a fazer a curva, agora o silêncio abater-se-ia na rua, nem gatos, nem bêbados, silêncio de chuva e noite, apenas –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01 Jul. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-9122960225920459001?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/9122960225920459001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/chovia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/9122960225920459001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/9122960225920459001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/chovia.html' title='chovia'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpPjbOrj8lI/AAAAAAAAAe4/NUmWyyZRSKA/s72-c/Img068.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-6930665632716718044</id><published>2009-08-25T06:08:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:18:55.513-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Faz tempo que não nos vemos…</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpPimtq0aiI/AAAAAAAAAew/9CBmXCtPAuY/s1600-h/Img050.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373887935105231394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpPimtq0aiI/AAAAAAAAAew/9CBmXCtPAuY/s320/Img050.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Faz tempo que não nos vemos… quanto, dois meses… tenho-te esperado, sentado por aqui, no areal… na realidade esperei um dia ou dois e no resto do tempo, deixei-me ficar… acho que era indiferente, se aparecesses ou não… atingiu-me uma aura adormecida que se cola ao corpo… esta brisa, o som enrolado do mar, vejo as gentes a fazerem sempre as mesmas coisas quando vão à praia, menos as crianças, estas investigam e brincam, gritam e correm… uma mulher muito bela passa, faz o seu corpo flutuar, como se fosse no fundo do mar e fosse peixe, sereia de corpo leve, adeus sereia … faz tempo que não nos vemos, o que tens feito? Porque me deixaste aqui, como um espírito expulso? No Tártaro das solidões… felizmente entardece e depois anoitece e eu ressuscito e volto a ser eu, assim que as brisas se tornem navalhas de frio. É estranha a minha relação com o mar… se fosse pescador acho que só iria ao mar em dia de tempestade, só para o irritar… e depois diria, como no filme: é só isto que tens para dar? Bem, talvez não fosse assim… mas é o que estou a pensar, no momento e enquanto te esperava… Porque demoraste tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 Ago. 09 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-6930665632716718044?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/6930665632716718044/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/faz-tempo-que-nao-nos-vemos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6930665632716718044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6930665632716718044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/faz-tempo-que-nao-nos-vemos.html' title='Faz tempo que não nos vemos…'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpPimtq0aiI/AAAAAAAAAew/9CBmXCtPAuY/s72-c/Img050.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-4701200767670117092</id><published>2009-08-24T07:02:00.001-07:00</published><updated>2010-02-07T15:19:24.728-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Alguém muito triste</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpKdn5ub4iI/AAAAAAAAAeo/VgzOCGYgb7k/s1600-h/Img070.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373530614242468386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpKdn5ub4iI/AAAAAAAAAeo/VgzOCGYgb7k/s320/Img070.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era tão triste que com o passar dos anos, deixou de ter a capacidade de sentir alegria. Para sempre. Por amor pelos seus, os mais próximos, continuou a fingir. Sabia sorrir. Observava os outros, os que nunca padeceram desse mal e viviam em ciclos normais de alegria e tristeza. Aprendeu a demonstrá-los, não os sentindo. Ninguém desconfiava, apenas o que parecia estranho era quando ninguém estava a ver, sobre o seu rosto abatia-se um semblante negro e inexpressivo, que logo disfarçava quando aparecia alguém ou se sentia observado. Certo amigo soube deste pormenor e ficou arrasado. Tentou arranjar forma de o levar a um especialista. Mas ele convenceu-o de que era melhor a ausência de químicos e que aquele era o seu estado normal, já havia aprendido a viver com isso. Estragar aquele equilíbrio de anos, poderia ser uma catástrofe. Não ficou convencido e tentou ser o amigo que ele necessitava. Alegre e companheiro. Alegre por si e por ele. Ele… sempre aderia a qualquer forma de alegria e sorria e ria e dançava e cantava e fazia amor e suava aquele que era a representação da sua vida, no palco feroz dos dias. Sem sentir, e sem que ninguém desse por isso. O seu segredo.&lt;br /&gt;24 Ago. 09&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-4701200767670117092?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/4701200767670117092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/alguem-muito-triste.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4701200767670117092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/4701200767670117092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/08/alguem-muito-triste.html' title='Alguém muito triste'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SpKdn5ub4iI/AAAAAAAAAeo/VgzOCGYgb7k/s72-c/Img070.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-1100430262256247919</id><published>2009-07-23T02:51:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:20:01.214-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Era isto que te queria dizer</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SmgzFaPMXiI/AAAAAAAAAdQ/L1MdFNq0uNg/s1600-h/Img054.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361591524419984930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SmgzFaPMXiI/AAAAAAAAAdQ/L1MdFNq0uNg/s320/Img054.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não podemos voltar a ver-nos… não devemos, sabes… eu sou um pedaço de madeira ressequida pelo mar e tu, és tão bela e pura como uma gaivota livre… esta diferença de tempos e tempos em nós, eu amava que o tempo, os tempos fossem outros mas estamos cruzados num espaço que se encruzilha mas num tempo cruel e desajustado… lamento, alimentar-mos esta escusa esperança, aonde nos levará… eu sei que esta praia nos acompanha, a maré é nossa, as ondas bailam suspensas pelo divino por ti, mais por ti, de tão bela te ergues neste cosmos abençoado pela tua existência… mas o que interessa o que eu penso, tenho ao longo da minha vida, desprezado o meu interior, o meu rosto, contigo… bem, contigo, teria de me preservar, estimar, cuidar, mas como o fazer, depois de tantos anos e tempos e tempos… nem sei como o fazer… lembro-me duma canção infantil da minha juventude, o cantor cantava: sou um cão, um simples cão… lembras-te dessa canção, Barata Moura, o cantor, num disco de canções de animais… sou apenas isso e agora, velho demais para recomeçar… basta-me o mar… e a sua contemplação. Hoje fico por aqui, olha-me aquele cão… possante, não, jovem, aos saltos, pelo prazer que lhe dá, fui assim, agora mantenho a energia, para que ela dure o mais que puder, até um dia… diz-me que fazemos juntos, talvez falte um pouco para o tempo da decadência, mas concorda comigo, estou irremediavelmente muito perto e tu tão longe, porque haverias de desperdiçar o teu tempo e tempos de fulgor, desperdiçando-os… não consigo ser mais razoável do que isto, lamento e sinto-me grato pela frescura do teu amor, sustentou-me, confesso, mas seria egoísta se pensasse de outra forma e mereces bem melhor… era isto que te queria dizer… espero que não tenha tirado a beleza das ondas.&lt;br /&gt;22 Jul. 09 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-1100430262256247919?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/1100430262256247919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/07/era-isto-que-te-queria-dizer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1100430262256247919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1100430262256247919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/07/era-isto-que-te-queria-dizer.html' title='Era isto que te queria dizer'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SmgzFaPMXiI/AAAAAAAAAdQ/L1MdFNq0uNg/s72-c/Img054.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-6953462921425069971</id><published>2009-06-08T06:28:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:20:29.473-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Pela velha ponte de ferro</title><content type='html'>Passo pela velha ponte de ferro. O rio e a cidade. Vila Nova de Gaia para o Porto. O comboio abranda na ponte, antes de entrar no túnel. Gaia é o feminino de gaio, alegre e jovial. Será esta vila assim? Imagino um adro, uma igreja, uma tasca, uma fábrica, um velhote a resolver um teorema, a metros da sua horta, onde há um freixo, tudo isso na sua vila alegre. Passa o seu neto de treze anos, mochila e tampões gritantes nos ouvidos, o miúdo ouve Cat Power e pensa que em certos momentos a voz desta tipa se assemelha com a de Grace Slick na era em que cantava White rabbit que foi editado em 1967, talvez o seu avô tivesse já nascido. Agora lembro que esta falsa memória tem problemas de coerência temporal, adivinhem em que pormenor.&lt;br /&gt;Entretanto, o comboio chega a Campanhã e eu saio, com os olhos abertos e o sonho em stand-by. Devia ser fins dos anos oitenta e eu trabalhava numa firma que veio a falir. A ponte ainda está lá, há muito que não passam comboios e felizmente ainda não caiu, pregada na rocha com outras milhentas memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24 Abr. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado no site: Luso Poemas, por volta desta data.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-6953462921425069971?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/6953462921425069971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/06/pela-velha-ponte-de-ferro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6953462921425069971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6953462921425069971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/06/pela-velha-ponte-de-ferro.html' title='Pela velha ponte de ferro'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8434052621199787402</id><published>2009-06-08T06:26:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:21:04.460-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Negro</title><content type='html'>Negro como noite preto como cor sem luz ou será lux? Negro como o carvão num dos seus estados de modificação e como os pulmões do fumador Negro é cor ou ausência de cor ou ausência de luz porque luz é cor ou cor é luz? Negro associado a ausência também de vida ausência de verdade e de amor ausência de sabedoria e discernimento e acrescento perspicácia de facto, onde está ela? Negro para mim é cor de paleta e pincel derramada ou manipulada selvaticamente com as mãos boa cor para as sombras e a noite mas Negro é o nome que se dá ao homem de Africa Que raio Se nem o homem carbonizado é devidamente negro Mistura de castanhos cinzentos e outras tonalidades de vida ex-vida vida perdida Porque continuamos a chamar Negro a um homem de pele apenas mais escura Africano chegava Ou mesmo sem referência à pele Obsessão ocidental a pele e a origem Felizmente a maioria dos homens olham os olhos tristes de um sobrevivente duma louca travessia dum louco continente para outro louco continente Olham os olhos que olham para si e vêem os olhos de outro homem vivo e pensante como outro qualquer homem Ser humano, apenas isso O que tem ele de negro, digam-me…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 Abr. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado no Luso Poemas, nesta data.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8434052621199787402?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8434052621199787402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/06/negro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8434052621199787402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8434052621199787402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/06/negro.html' title='Negro'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8478605866470364908</id><published>2009-06-08T06:25:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:22:35.282-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Uma vaga na Literatura Mundial</title><content type='html'>Já sei o meu lugar na Literatura Mundial.&lt;br /&gt;O do pedinte.&lt;br /&gt;Passo a explicar:&lt;br /&gt;Estico a mão e sempre cai alguma coisa.&lt;br /&gt;Sento-me à porta do panteão e espero.&lt;br /&gt;Noutro dia passou Pessoa, o nosso Fernando (não, não morreu… ele nunca morre… a menos que o assassinem de vez) e deixou-me uma pequena metáfora.&lt;br /&gt;Noutra hora, foi Hemingway com um diálogo perfeito, deu-me três linhas que não gostava.&lt;br /&gt;Vou para casa, já rendeu.&lt;br /&gt;Levo uma sinopse, três metáforas, o tal diálogo e algumas hipérboles. Eles lá do panteão não queriam e deitaram fora. É o que acontece com as esmolas, dá-se o que não se quer, entre o acto de deitar fora ou não.&lt;br /&gt;Com estas ofertas penso fazer carreira no mundo da Escrita, talvez tenha de entrar pela porta dos fundos, quando estiverem distraídos com a última habilidade do poeta ainda vivo, o tal que nunca aparece, sabem. E depois lá dentro, quem sabe, talvez se enganem e tudo pode acontecer. Estou a pensar numa intervenção em grande, ou vestido de mulher ou todo nu, aí dão por mim, de certeza.&lt;br /&gt;Pior seria ter de escrever uma obra de mais-valia literária e humana. Porra o trabalho que não deve dar.&lt;br /&gt;Venho já, aquilo parece uma pequena janela aberta…&lt;br /&gt;Até já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 Abr. 09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado no Luso Poemas, por volta desta data.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8478605866470364908?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8478605866470364908/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/06/uma-vaga-na-literatura-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8478605866470364908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8478605866470364908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/06/uma-vaga-na-literatura-mundial.html' title='Uma vaga na Literatura Mundial'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-1615117132597321384</id><published>2009-05-29T03:44:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:22:01.061-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O que diria…</title><content type='html'>O que diria Virgínia Woolf dum povo com falta de auto-estima devido a décadas de corrupção e exploração se tivesse de numa única só frase os classificar?&lt;br /&gt;“…Tomam-nos por árvores caídas…” (As Ondas)&lt;br /&gt;O que diria Henry David Thoreau (o tal da desobediência civil) dum povo que sempre olha para o exterior à procura do paraíso e não entende porque os de fora encontram o paraíso aqui mesmo, nesta terra deslumbrante, suave e tranquila e mal tratada pelos seus habitantes?&lt;br /&gt;“… O vento matinal sopra ininterruptamente o poema da criação, porém poucos são os ouvidos que o escutam…” (Walden)&lt;br /&gt;O que diria o meu pai, falecido em 5 de Janeiro de 2004, numa noite negra num corredor frio dum hospital assustador se me visse novamente deitado no chão do meu quarto de olhos fechados (já lá vão mais de vinte anos) a viajar pelos sons psicadelizantes dos Pink Floyd ou a rockalhada alucinada dos Led Zeppelin ou mesmo a poesia de catarse em blues de delírio alcoólico do malogrado James Douglas Morrison num exercício de imaginação sugerida pela musica?&lt;br /&gt;“ Se tens sono, deita-te na cama.”&lt;br /&gt;Pai… tenho sono de vida, apenas. Não lhe disse. Agora é tarde.&lt;br /&gt;Sabem lá vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 Maio 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-1615117132597321384?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/1615117132597321384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/o-que-diria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1615117132597321384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1615117132597321384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/o-que-diria.html' title='O que diria…'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-7219804638958932121</id><published>2009-05-24T17:26:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:23:26.812-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Atiremo-nos aos clássicos...</title><content type='html'>Atiremo-nos aos clássicos. Fechemo-nos nas cabanas de madeira nas encostas da montanha gelada. Bem, é mais uma serra do que uma montanha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebamos o nosso chá de ervas e doces conversações. Falemos pois como um improviso delicado, com se de Jazz se tratasse... como um solo de Sonny Rollins, ou mais ou menos isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo da música de campo, com grilo e uivo de lobo, gastemos os nosso corpos em suor nas madrugadas dançantes como as chamas que crepitam nesta fogueira que teima em não apagar-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atiremo-nos aos clássicos, eu fiquei com Primo Levi, a tentar saber se aquilo era um homem e fiquei convencido de ler uma lágrima crua da humanidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou com um doutor Zhivago dum país que é longo, dum povo cujo lamento também o é... Ela queria saber se o país grande do mundo também provoca grande dor nos seus filhos... e sabias que Pasternak era um bom poeta?... sabia, dizia... não contestei, atiremo-nos aos clássicos, portanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 Abr. 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-7219804638958932121?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/7219804638958932121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/atiremo-nos-aos-classicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7219804638958932121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7219804638958932121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/atiremo-nos-aos-classicos.html' title='Atiremo-nos aos clássicos...'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8720589390843187825</id><published>2009-05-22T04:53:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:24:28.130-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Uma cidade</title><content type='html'>O homem olhou para o lado direito. A curva que a linha de comboio fazia até desaparecer na floresta. Olhou para o lado esquerdo. Nova curva, a descer pelo vale abaixo e passagem por uma velha ponte de ferro. Esperou mais meia hora no apeadeiro deserto. Ia observando duas ou três lagartixas no cimento do chão. Ouvia-se o comboio e o chão tremia. Entrou numa das carruagens e o seu bilhete ficava precisamente nos bancos frente a frente, e defronte da única pessoa na carruagem. Sentou-se após arrumar as malas. Tirou um livro do saco que conservava a seu lado e sorriu para a pessoa à sua frente. Então reparou na mais bela mulher que já havia sequer sonhado. Apresentou-se. Falaram. Decidiram sair no próximo apeadeiro, junto à foz do rio. Decidiram viver ali. Uniram-se em carne e mente. Tiveram filhos. Muitos. As casas de madeira foram crescendo. Em três gerações, nascera uma aldeia. Junto à estrada, um restaurante com o nome do velho patriarca, dava de comer aos viajantes. Que começaram a vir de todos os lados, inclusive junto a um imenso porto, junto a uma das estâncias de repouso e pesca. Multiplicaram-se os pequenos hotéis no meio da montanha cobertos pelos cedros. A cidade cresceu. Alguma industria, uma pedreira, um pequeno aeródromo, dois hospitais, uma estação de comboios centenária, uma universidade, uma alameda de bares, restaurantes e um teatro. Junto a um enorme fontanário uma estatua do fundador da cidade, sentado num apeadeiro, olhando para um dos lados. Bela estátua de mármore raro, esculpida por um dos seus bisnetos.&lt;br /&gt;Uma cidade que sempre regresso para descansar a mente da vida louca noutros locais. Caminho junto ao rio e penso o que seria a vida aqui há duzentos anos.&lt;br /&gt;Ao longe um comboio veloz atravessa a ponte nova.&lt;br /&gt;Hoje esta é uma grande cidade. Mas não vos digo qual é, porque não acreditariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 Maio 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8720589390843187825?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8720589390843187825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/uma-cidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8720589390843187825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8720589390843187825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/uma-cidade.html' title='Uma cidade'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-8129222385663012775</id><published>2009-05-22T04:47:00.002-07:00</published><updated>2010-02-07T15:24:58.109-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Dias estranhos para o Senhor Talha…</title><content type='html'>Deu à chave e pegou. Deixou-o deslizar pela rua abaixo em ponto morto. Ligou o rádio na estação de notícias e pouca música. Falavam duma polémica política e de um escândalo financeiro. Ajustou o som. Pôs a segunda e o velho Nissan a diesel, como um relógio, soou-lhe a melodias inspiradas.&lt;br /&gt;Saiu do bairro de prédios baixos e apanhou uma avenida larga e movimentada. Puxou um pouco da pala do boné de tecido castanho para trás mostrando a testa alta no seu rosto magro e firme. Algum sol mas avizinhava-se um dia chuvoso. Um dia diferente para José Talha, o seu primeiro dia duma liberdade que aguardava fazia anos. Os seus sessenta e cinco anos e a sua esperada aposentação. Hoje seria a derradeira despedida e um último almoço como empregado na firma que o acolheu nos últimos trinta anos.&lt;br /&gt;Para José tinha previsto um dia calmo, suave e bem-humorado. Daria largas ao seu improvisado sentido de humor e sairia com um sorriso. Nas calmas, como gostava que tudo fosse.&lt;br /&gt;Vestira o seu fato castanho de Inverno, a sua melhor gravata e ás oito da manhã fizera-se a caminho. Deslocara os seus metro e setenta e cinco, magros e secos, desde o seu bairro com oliveiras, cães e senhoras de idade, relva e espaço para bons passeios até ao centro da cidade, onde trabalhara nas últimas três décadas, como empregado de armazém, chefe de secção e nos últimos anos como responsável pela loja de artigos e peças para automóvel. Separado de sua mulher havia dez anos, José Talha tinha dois filhos, Ana de trinta e António de vinte e cinco. Sua mulher, neurótica e depressiva vivia feliz com uma multidão de gatos, na periferia, perto de Ana que sempre a vigiava. Talvez hoje lhe fizesse uma visita e a apanhasse em dia bom.&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;Ao fim do dia, tudo havia mudado. A visita a Ena, a sua mulher deixara-o arrasado. Perto duma irreversível loucura doméstica, aniquilara-lhe a boa disposição em três tempos, insultando-o e rindo o tempo todo. Em casa de Ana, a sua filha, tudo lhe pareceu o oposto, tranquilidade e controlo sob as situações de caos. O seu genro que Talha achava bronco e passivo, novamente desempregado. A sua neta adolescente, em sucessivas crises de rebeldia auto-flageladora. E Ana, domando o furacão. Apenas pediu a seu pai:&lt;br /&gt;- Dá uma mão no António, está outra vez depressivo. Por causa da tal rapariga, outra vez.&lt;br /&gt;- Não te preocupes, eu trato dele.&lt;br /&gt;E despediu-se. Iria tirar umas férias e iria tratar de António.&lt;br /&gt;Passou todo o fim-de-semana a limpar a sua velha auto-caravana Ford. Na segunda passou pelo pouco arejado apartamento de António e arrancou-o da cama.&lt;br /&gt;- Vamos viajar. Para já não vamos sair do país. Vamos conhecer tudo. Vá, despacha-te.&lt;br /&gt;António precisava de esquecer Helena, qual Helena de Tróia, cobiçada por dois pobres coitados. António nunca lhe perdoara ter casado com um dos seus amigos de longa data e de lhe ter convidado para o casamento como padrinho. Isso arrasara-o.&lt;br /&gt;Só saíram na terça, depois de muitas cervejas, o apartamento limpo e arrumado, a auto-caravana carregada de livros, roupas, música folk de Pete Seeger, Woody Guthrie e mais do género, coisas que António passava a vida a ouvir, metido em si próprio.&lt;br /&gt;Primeiro objectivo: fazer quilómetros, falar, falar, falar e ir para longe, para o campo e encontrar um raio de sol.&lt;br /&gt;Mas não é que se mete uma bela estranha amnésica à boleia pelo meio, algures para o lado de Coimbra e altera uma série de coisas planeadas ou só imaginadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, talvez queiram saber o que se passou a seguir…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 Maio 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-8129222385663012775?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/8129222385663012775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/dias-estranhos-para-o-senhor-talha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8129222385663012775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/8129222385663012775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/dias-estranhos-para-o-senhor-talha.html' title='Dias estranhos para o Senhor Talha…'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3526160343760393072</id><published>2009-05-22T04:47:00.001-07:00</published><updated>2010-02-07T15:25:33.410-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O homem que caminha…</title><content type='html'>Parei quando parei. O automóvel deitava fumo do motor. Já sabia o que havia sucedido. O costume. Carros velhos. É o que dá. O resto do caminho, a pé. Como sempre.&lt;br /&gt;Levantei a tampa do motor e uma nuvem de fumo assanhou-se como um gato assustado. E novamente o radiador. Furado de certeza. Onde vou arranjar um radiador aqui, nesta rua deserta. Armazéns dum lado. Vazios. Prédio decadentes, do outro, abandonados.&lt;br /&gt;O mais certo é aparecer os Hells Angels cá do sítio e levarem-me tudo. Regressarei a casa, nu e machucado.&lt;br /&gt;Deixei arrefecer o radiador e meti água. Dei à chave. Um rouco saudável e o motor voltou à vida. A luz da temperatura apagada. Vou-me pirar daqui, enquanto é tempo.&lt;br /&gt;Atravessei os armazéns e junto ao rio, atravessei a ponte. Entro numa via rápida. Acende a luz da temperatura. Paro junto à berma.&lt;br /&gt;Pego no telemóvel. Sem rede. Ponho um triângulo no vidro detrás dentro do carro e faço-me ao caminho.&lt;br /&gt;Apenas alguns quilómetros e uma longa caminhada. Um dia perdido e eu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 Maio 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3526160343760393072?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3526160343760393072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/o-homem-que-caminha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3526160343760393072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3526160343760393072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/o-homem-que-caminha.html' title='O homem que caminha…'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-3063179398456811948</id><published>2009-05-17T16:59:00.001-07:00</published><updated>2010-02-07T15:26:06.681-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Não me interessam os sucessos</title><content type='html'>Não me interessam os sucessos. Escondem sempre alguma coisa. Não me interessa as aparências. A respeitabilidade. O bom aspecto. Interessa-me a barba por fazer. As olheiras e a voz rouca. O roupão gasto e o cabelo desalinhado. A gabardina molhada da chuva e o jornal de ontem. Interessa-me as rugas e o passar do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 Maio 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-3063179398456811948?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/3063179398456811948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/nao-me-interessam-os-sucessos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3063179398456811948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/3063179398456811948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/nao-me-interessam-os-sucessos.html' title='Não me interessam os sucessos'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-604655689085093477</id><published>2009-05-17T16:34:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:26:35.754-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O aroma do chá de canela</title><content type='html'>O aroma a canela do chá perfuma o ar. Após ter feito o chá, ela afaga a gata. Esta ronrona. Muda-lhe a água, renova-lhe os biscoitos. A gata agradece-lhe virando-lhe as costas de cauda espetada. Põe duas fatias de pão na torradeira. Liga-a. Abre os estores da cozinha. Seu vizinho de frente já havia saído para trabalhar. Senão, assim que abriria os estores, lá estaria ele, de caneca de café, a cumprimentá-la, com um sorriso forçado mas não mal intencionado. Apenas um solteirão, quarentão, um pouco maniaco-depressivo, que ouvia Sinatra e Billie Holiday insistentemente, até os pardais do jardim caírem, inanimados pelo tédio.&lt;br /&gt;Tarde no sábado, ligou o televisor e desligou-o logo de seguida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-604655689085093477?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/604655689085093477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/o-aroma-do-cha-de-canela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/604655689085093477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/604655689085093477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/o-aroma-do-cha-de-canela.html' title='O aroma do chá de canela'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-1211232307701183234</id><published>2009-05-17T16:33:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T15:27:06.377-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Ponto de Equilíbrio</title><content type='html'>Tudo tem um ponto de equilíbrio. Inclusive eu. E tu. Mas quero falar dos outros. Dos seus desequilíbrios. Á procura de um ponto. O ideal. O objectivo. Como uma construção de cartas, em que se sustentam em pé, fragilmente e por algum tempo. Até caírem. Quando perdem o ponto de equilíbrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-1211232307701183234?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/1211232307701183234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/ponto-de-equilibrio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1211232307701183234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1211232307701183234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/ponto-de-equilibrio.html' title='Ponto de Equilíbrio'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-6211626284586015814</id><published>2009-05-05T16:46:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T10:50:53.232-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>A chuva que se derrama</title><content type='html'>a chuva, a chuva que se derrama&lt;br /&gt;céus abaixo&lt;br /&gt;pinta os edifícios&lt;br /&gt;acinzentando-os&lt;br /&gt;a chuva purificadora&lt;br /&gt;perfuma os ares&lt;br /&gt;com essências&lt;br /&gt;de pedra, de terra, de relva e cimento. mármore e alcatrão.&lt;br /&gt;a chuva desenha&lt;br /&gt;nos horizontes&lt;br /&gt;sombras multicolores&lt;br /&gt;à volta da luz dos cendeeiros...&lt;br /&gt;noite de 10 dez. 08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-6211626284586015814?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/6211626284586015814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/chuva-que-se-derrama.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6211626284586015814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/6211626284586015814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/chuva-que-se-derrama.html' title='A chuva que se derrama'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-5257094748094326362</id><published>2009-05-05T16:41:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T10:50:28.975-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Catarse</title><content type='html'>Atravessou a praia vazia e foi molhar os pés na água gelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quero saber o que é catarse. Exigo saber isso da vida. Qula vida? Catarse, como é. Catarse. A raiz da palavra. seu desenvolvimento. Catarse. A minha e a tua. A nossa catarse. Só queria ser como os outros, quando era novo. E nunca o fui. nunca tive uma vida normal. Nunca. Tudo me foi negado. Hoje falta-me muita coisa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu para duas mulheres jovens. Caminhou junto ao rebentar das ondas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-5257094748094326362?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/5257094748094326362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/catarse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5257094748094326362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/5257094748094326362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/catarse.html' title='Catarse'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-2536624724205252187</id><published>2009-05-05T16:36:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T10:50:04.610-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>O dia estava cinzento...</title><content type='html'>O dia estava cinzento e a nossa alma também. Como o povo. Sempre cinzento. Como os fatos dos tecnocratas, cinzentos, como os empregados dos bancos, saidos de uma série de gangsters, vestidos todos da mesma maneira. Fatos cinzentos, com gravatas coloridas. Porcaria de fatos saidos da mesma loja,cortados e cosidos na mesma fábrica, sempre cinzentos... Todos da mesma maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-2536624724205252187?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/2536624724205252187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/o-dia-estava-cinzento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2536624724205252187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/2536624724205252187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/o-dia-estava-cinzento.html' title='O dia estava cinzento...'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-1758567617729814289</id><published>2009-05-05T16:27:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T10:49:33.070-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Percebi que...</title><content type='html'>Afastou-se. Atravessou a estrada. Continuou junto ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Percebi que não ia chegar a lugar nenhum. Não ia chegar a lugar nenhum. Percebemos isso quando certas coisas da nossa vida falham. Coisas como aspirações ou ambições. Há tantas palavras para o mesmo, ou parecido, servem para nos confundir, talvez...&lt;br /&gt;Estava a citar que objectivos na vida podemfalhar e fazem-nos pensar, concluir que não chegaremos a lado nenhum. Estou plenamente convencido. Cheio de convicções de que certas metas servem apenas para nos pôr a mexer, tipo cenoura à frente do burro, gosto desta metáfora estafada, o burro mexe-se, corre, leva carga e o seu dono ao infinito, quando o dono do burro dá a comer a cenoura, está ela podre e o burro cansado, ou mais ou menos assim. Não sou um burro. Talvez seja burro, mas não um burro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brisa do mar era fresca. Algumas gaivotas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-1758567617729814289?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/1758567617729814289/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/percebi-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1758567617729814289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/1758567617729814289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/percebi-que.html' title='Percebi que...'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-802615096589983290</id><published>2009-05-05T16:26:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T10:49:09.288-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Fragmentos...</title><content type='html'>Parei quando parei. O automóvel deitava fumo do motor. Já sabia o que havia sucedido. O costume. Carros velhos. É o que dá. O resto do caminho, a pé. Como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05 Maio 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-802615096589983290?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/802615096589983290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/fragmentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/802615096589983290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/802615096589983290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/05/fragmentos.html' title='Fragmentos...'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8671511337388406476.post-7817991339252738183</id><published>2009-04-16T04:53:00.003-07:00</published><updated>2010-02-07T10:48:41.627-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novas histórias do deserto'/><title type='text'>Pequenas histórias...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SeccxUlXz8I/AAAAAAAAAWA/f2-Ns2_LdUk/s1600-h/Imagem+020.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325256718053527490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SeccxUlXz8I/AAAAAAAAAWA/f2-Ns2_LdUk/s320/Imagem+020.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;um passo pequeno...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;rumo a um horizonte enorme...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vamos a isso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8671511337388406476-7817991339252738183?l=estoriasdodeserto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/feeds/7817991339252738183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/04/pequenas-historias_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7817991339252738183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8671511337388406476/posts/default/7817991339252738183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estoriasdodeserto.blogspot.com/2009/04/pequenas-historias_16.html' title='Pequenas histórias...'/><author><name>Carlos Teixeira Luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02810097042443179689</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/S1eeqUMuXHI/AAAAAAAAAmw/hb7_syUV7ig/S220/DSC02203.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3R9GvBEE2Nw/SeccxUlXz8I/AAAAAAAAAWA/f2-Ns2_LdUk/s72-c/Imagem+020.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
